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Guerra entre Rússia e Ucrânia: o que fazer com seus investimentos

Thais SouzaPublicado em

A guerra causada pela invasão da Rússia na Ucrânia tem abalado mercados do mundo todo desde seu início, no dia 24/02. Com as bolsas no mundo oscilando e o dólar valorizando frente a várias moedas, o clima de incerteza acaba afetando também os investimentos.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Brasil, o principal impacto se dará por conta da maior exposição aos fluxos financeiros globais que o restante da América Latina, com o dólar +0,99% subindo e a bolsa +1,39%, caindo mais que na média do continente.

Neste guia completo, você vai conferir os principais impactos da guerra nos investimentos e saber como agir diante desta situação.

Você encontra nesse artigo:

Impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia nos investimentos

O VIX, também chamado de índice do medo, é um dos indicadores mais utilizados em momentos de crise. Ele estima a incerteza nas decisões dos investidores mediante às quedas do mercado. Também é uma peça essencial para evitar riscos e prever futuras negociações no curto prazo.

Olhando pro VIX atual, estamos no patamar mais alto do último ano. Após as invasões da Rússia na Ucrânia, o VIX subiu 40%.

Outro exemplo da volatilidade que o mercado se encontra é que o dólar, que estava a R$ 5 na quarta-feira (23), fechou a sexta-feira (25) a R$ 5,15 após a ocupação de cidades ucranianas por tropas russas.

Guerra Rússia e Ucrânia: o que fazer com seus investimentos

Renda Variável é uma boa opção?

Com a intensa volatilidade dos investimentos e a alta dos riscos, o esperado é que os investidores mais arrojados busquem segurança em moedas fortes. Ou seja, montar uma carteira que tenha ativos de proteção em sua composição, que tendem a valorizar em cenários de incerteza.

Os dois principais ativos de Renda Variável com proteção no mercado são o ouro e o dólar, principalmente no mercado de ações. Portanto, se você já investe nesses ativos, pode manter o seu dinheiro aplicado.

É importante ressaltar que quem ainda não investe em Renda Variável deve esperar um momento mais propício para começar. Mas se mesmo assim você deseja entrar na Bolsa, procure por ações de setores mais resilientes e menos dependentes do cenário externo, como é o caso de ativos de empresas de transmissão de energia, bancos, saúde e saneamento.

Quem não quer investir em ouro ou ações pode apostar nas commodities, que tendem a valorizar em momentos de instabilidade geopolítica. Nesses casos, aposte em ativos do segmento energético e metálicos.

Com a oferta reduzida e a demanda se mantendo, os preços se elevam, representando um aumento significativo para o lucro das empresas, o que resulta em uma atração de investimentos em commodities.

Outra opção são as Exchange Traded Funds (ETFs), ou simplesmente Fundos de Índices, que é uma alternativa para quem quer diversificar a carteira de aplicações com pouco custo. Além disso, ETFs facilitam a retirada do investimento se o cenário mudar.

Renda Fixa: segurança e rentabilidade

Quem já é investidor experiente e costuma correr riscos com a Renda Variável deve considerar olhar para a Renda Fixa como complementação da sua carteira de investimentos, visto que o dólar está mais volátil e sensível a novidades no conflito entre os países.

A Renda Fixa é a melhor opção em momentos de crise, em especial considerando as remunerações altas no Brasil com a taxa Selic em 10,75%. Além de ter maior segurança, a rentabilidade desses ativos está boa por conta da alta na taxa básica de juros da economia brasileira.

Nesse sentido, o ideal é buscar oportunidades nos títulos pós-fixados, pois mesmo que a inflação ultrapasse expectativas, ainda haverá uma diferença entre as duas e retorno no investimento. Entenda a diferença entre juros pre-fixados e pós-fixados.

E o Bitcoin? Ainda vale a pena?

Em relação ao Bitcoin, a Rússia é o terceiro maior país minerador da criptomoeda no mundo. Com a guerra, o custo das transações relacionadas à cripto aumenta, fazendo com que o valor diminua. Portanto, pode ser uma janela de entrada pra quem deseja começar a investir nesse segmento.

Mas lembre-se de que você estará comprando uma moeda que está desvalorizando. Com isso, é o momento de comprar e não de vender.

É momento de retirar os investimentos aplicados?

Depende. É preciso avaliar o cenário antes de tomar qualquer atitude. Se você tem ações, por exemplo, e quer vender por um preço abaixo do justo, esse momento é de cautela.

Por conta do aumento no custo dos insumos, a crise pode afetar negativamente as ações de alimentos. Neste caso, você pode considerar a retirada do investimento.

Se você já conseguiu chegar próximo da rentabilidade que gostaria atingir e quer se proteger, também pode cogitar a saída. Porém, se você possui um bom plano de aplicação, converse com seu gestor de investimentos e avalie a melhor saída.

Em relação à Renda Fixa, os seus investimentos estão seguros. Porém, como dito anteriormente, busque opções pós-fixadas atreladas à Selic e ao CDI, que têm liquidez diária. Os pre-fixados são adequados para prazos mais longos, quando o investidor carrega até o vencimento.

Afinal, qual o melhor investimento para mim?

Apesar de existirem boas opções de ativos de Renda Variável com proteção no mercado, como o ouro, o investimento ideal varia conforme o perfil do investidor e a carteira de ativos que ele possui no momento. Existem três perfis:

  • Conservador: aqueles  investidores que não estão dispostos a correr muitos riscos e preferem a segurança do que uma maior rentabilidade;
  • Moderado: é um perfil meio-termo, o investidor tem tolerância a riscos de longo prazo e escolha de alternativas mais arriscadas, porém, ainda dá muita importância para a segurança;
  • Arrojado: está disposto a sofrer riscos mais altos se for para ter rendimentos melhores. Tem conhecimento do mercado.

Outros possíveis impactos

  • Muitos países podem ser prejudicados se a Rússia cortar o fornecimento de gás, podendo ter sua energia dobrando de preço do dia pra noite;
  • Pela primeira vez em sete anos, o preço do barril do petróleo superou os U$ 100. Isso acontece porque a Rússia é um dos principais países produtores e exportadores. E sabe o que depende diretamente disso? A gasolina;
  • Com o aumento do petróleo, a gasolina nos postos de combustíveis deve ficar ainda mais cara por causa da política de preços da Petrobras;
  • O preço dos alimentos pode subir porque a Rússia é o maior exportador de trigo do mundo. Com isso, vários produtos como pães, macarrão, cerveja, bolacha, entre outros podem ficar mais caros;
  • A Bolsa está caindo e a inflação está subindo. Agora vários investidores estão com medo de tomar mais risco com o seu dinheiro;
  • O valor do Bitcoin está desvalorizando já que a Rússia é o terceiro maior país minerador de Bitcoin do mundo. Com o conflito, o poder computacional das mineradoras cai e o custo das transações aumenta;
  • Após várias quedas nos últimos dias, o dólar voltou a subir, o que vai prejudicar principalmente o valor das viagens internacionais;
  • Por conta do aumento no custo dos insumos, a crise pode afetar negativamente as ações de alimentos, como MDIA3, JBSS3, BRFS3, CAML3 e ABEV3.

Gostou das dicas?

Como podemos observar, apesar de estarem em outro continente, a guerra entre os dois países afeta diretamente a economia brasileira. Por isso, a reserva de emergência é algo essencial antes de entrar em qualquer investimento. Confira dicas de como montar a sua no artigo que separamos para você:

Até a próxima!

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Thais Souza

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos relacionados a investimentos e empréstimos e acredita que esse tipo de conhecimento pode mudar a vida das pessoas. Busca impactar a vida dos usuários que buscam resolver um problema ou conhecer melhor um produto ou serviço financeiro.

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