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Mercado de seguros cresceu 11,8% em 2021

Por Genebra SegurosPublicado em

Dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) confirmam que o mercado de seguros brasileiro cresceu 11,8% em 2021. A receita apurada atingiu R$ 306,3 bilhões e soma R$ 32,2 bilhões acima do registrado no exercício anterior.

Os maiores percentuais de crescimento foram computados nos seguros de danos (14,4%), com receita de R$ 90,2 bilhões; e no de pessoas, incluindo o VGBL (12,1%), com arrecadação um pouco abaixo de R$ 177 bilhões.

Já a previdência aberta (sem o VGBL, incluindo apenas o PGBL e os planos tradicionais) apurou receita de aproximadamente R$ 15 bilhões, apresentando um crescimento de 5,8%.

Na capitalização, a arrecadação somou R$ 24,2 bilhões em 2021, tendo avanço de 4,3% em comparação ao ano anterior.

Segundo a Susep, nos seguros de pessoas, o grande destaque foi o seguro de vida, com receita acumulada de R$ 23,46 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 17,4% em relação a 2020.

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Nos seguros de danos, o crescimento da receita chega a 18,9% se não for considerada a carteira de veículos. Nessa modalidade, especificamente, a arrecadação de prêmios atingiu R$ 38,43 bilhões no acumulado do ano, valor 8,8% superior ao do mesmo período em 2020.

Em contrapartida, impulsionada pelo resultado apresentado pelo seguro agrícola, a sinistralidade do seguro de danos atingiu um pico de 81,7% em dezembro de 2021. No acumulado do ano, ficou em 54,6%, frente aos 49,4% observados em 2020.

Nos seguros de pessoas, a sinistralidade de 2021 foi de 45,8%, frente aos 34,0% observados em 2020. Os seguros das linhas responsabilidade civil (RC), transporte e riscos especiais patrimoniais também se destacaram, com crescimento acima de 20% na arrecadação de prêmios em 2021. Já o seguro de pessoas cresceu 12,7% em 2021 e ultrapassou R$ 51 bilhões em prêmios.

Análise do IRB

De acordo com a Susep, a linha de negócio rural foi destaque, com crescimento de 40%. A 16ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência, confirma esse crescimento.

De acordo com a análise do IRB, em dezembro do ano passado, a alta chegou a 19,3% na comparação com o ano anterior, puxando o resultado positivo do setor no quarto trimestre (4T21): + 13,2% frente ao 4T20.

Os segmentos que mais se destacaram foram o Corporativo de Danos e Responsabilidades e o Rural com variação de 24,5% e 24%, respectivamente. No comparativo entre o 4T21 e o 3T21, a evolução foi de 1,3%.

A sinistralidade geral do setor também fechou o ano em alta. No acumulado do ano, o índice subiu 7,4 p.p. em relação a 2020, resultando em 51% no aumento de sinistralidade que acabou sendo impulsionado pelo segmento de Automóvel, que apresentou R$ 3,7 bilhões a mais em sinistros ocorridos na comparação com 2020.

Desconsiderando esse segmento, a sinistralidade total seria de 46%. Apesar do lucro líquido do setor de seguros ter crescido 35% em dezembro, no acumulado de 2021, o resultado é 36,8% menor do que em 2020.

Seguro de vida lidera

Quando se faz um recorte no resultado, o mercado de seguros de pessoas avançou 12,72% no que diz respeito à arrecadação. Essa informação foi levantada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com base nos dados divulgados pela Susep. Em valores, foram mais de R$ 51,17 bilhões acumulados em prêmios entre janeiro e dezembro.

Conforme o levantamento, quase a metade do montante total foi alcançada pelos seguros de Vida nas modalidades em Grupo (R$ 13,5 bi) e Individual (R$ 9,9 bi) que, somados, chegam a quase R$ 23,4 bilhões. Em seguida, estão o Prestamista (R$ 15,6 bi) e Acidentes Pessoais (R$ 6,8 bi).

Os seguros Funeral e Doenças Graves também tiveram um aumento considerável em relação ao ano anterior, com R$ 1,05 bilhão e cerca de R$ 1,4 bi em prêmios, respectivamente.

No período, houve crescimento expressivo dos sinistros quando comparados ao ano anterior, chegando a R$ 17,6 bilhões – ainda reflexo da pandemia do novo coronavírus. Desde abril de 2020, as empresas assumiram o pagamento das indenizações por mortes decorrentes da Covid-19, desembolsando, até dezembro de 2021, quase R$ 6 bilhões e assistindo mais de 162 mil famílias.

Pelos dados estatísticos divulgados pela Susep, o setor faturou mais de R$ 306 bilhões, com crescimento de 11,8% em relação a 2020, figurando, dessa forma, entre os poucos segmentos econômicos que tiveram um avanço na faixa de dois dígitos no ano passado.

No setor de seguro garantia, o destaque ficou com a Pottencial, que gerou receita da ordem de R$ 528,7 milhões em 2021, representando um market share de 17,5% da arrecadação global nesse segmento.

Já nos seguros de responsabilidade civil (RC Geral, Profissional, Riscos Ambientais, D&O e Riscos Cibernéticos), nos quais a disputa foi mais acirrada, o primeiro lugar no ranking coube à Chubb com uma fatia de aproximadamente 17,7% da receita total.

Houve também uma disputa intensa nos seguros de veículos, carteira que, no encerramento, tinha na liderança do ranking a Porto Seguro, que gerou o equivalente a 18,8% da receita global.

Por fim, nos seguros rurais, a líder foi a Brasilseg com mais da metade da receita global apurada na carteira (54,3%).

O desempenho do mercado de seguros foi superior ao de outros setores da economia (industrial, comercial e serviços). A redução da mobilidade provocada pela pandemia continuou em 2021, mas de maneira reduzida, o que ajudou a despertar interesse em coberturas relacionadas ao segmento patrimonial, habitacional, crédito e garantia, entre outros.

Por isso, os dados de desempenho de 2021 mostram um comportamento heterogêneo do setor que reflete os diversos efeitos da pandemia na sociedade. Há muitas evidências de que a pandemia reforçou a importância da proteção securitária tanto nas empresas quanto nas famílias. Talvez isso permita ser otimista quanto a um crescimento saudável no futuro, ainda que moderado, que possibilite uma trajetória de aumento da participação do setor no PIB.

A economia brasileira (e mundial) deve enfrentar grandes desafios em 2022. Apesar do avanço da vacinação, a pandemia não acabou e será preciso conviver com ela e, no caso brasileiro, esse ainda é um ano de eleição. São desafios esses desafios adicionais para a formulação de políticas econômicas. É esperar para ver como será o comportamento do mercado.

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