Ir para o conteúdo principal
Foregon.comConteúdos
Acesse sua conta

Ministro da Economia quer ampliar faixa de isenção do IR das pessoas físicas e reduzir tributação sobre empresas

Por Sabrina VansellaPublicado em

Paulo Guedes, o ministro da Economia, afirmou na quarta-feira (23) que o ministério da economia gostaria de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física, que atualmente está em R$ 1.903,98. Caso a proposta seja aprovada, a mudança permitirá que menos pessoas paguem o imposto e também reduzirá o valor de quem ainda tem que pagar o tributo.

"Na pessoa física, vamos pegar os impostos – seja esse aumento de arrecadação, seja o imposto sobre dividendos –, vamos pegar isso e transformar em desoneração lá em baixo, em aumento da faixa de isenção. Uma pessoa que ganha R$ 1.900, R$ 2.000, R$ 2.100, R$ 2.300 de salário, tem de estar isento", declarou o ministro, em videoconferência com empresários.

A medida tem como foco atender um desejo que foi mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, que comentou sobre isentar o IR de quem ganha até cinco salários mínimos (R$5.500 atualmente).

Imperdível
Sua chance de ter um cartão de crédito sem anuidade78.477 pessoas já pediram
Ver cartão
Encerra em 16:20

No entanto, no ano passado, foi feita uma avaliação pelo Tesouro Nacional sobre a ampliação da faixa da isenção que beneficiaria quem ganha mais de R$ 1.951 por mês.

Segundo Guedes, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física seria compensada com o retorno da tributação sobre a distribuição de lucros e dividendos das empresas a pessoas físicas, que vigorou até 1996.

O ministro também acrescentou que essa medida pode quase duplicar a faixa de pessoas que são beneficiadas com isenção do Imposto de Renda. Além disso, foi informado que o governo também quer reduzir a tributação sobre a renda das empresas, que está acima de 30% no país.

A meta é conseguir reduzir a tributação sobre renda das Pessoas Jurídicas para cerca de 25%, já que, atualmente, a alíquota está superior a 30%. "Achamos que o imposto de pessoa jurídica tem de ser, no máximo, de 25%, pois a média mundial hoje está em torno de 22%", afirmou o ministro.

"Em compensação, a gente começa a tributar mais a pessoa física um pouco mais rica. Aumentando o ritmo de crescimento, vamos tentar criar uma classe média mais robusta", acrescentou.

Faixas do Imposto de Renda atualmente

  • Faixa 1 – Até R$ 1.903,98: isento;
  • Faixa 2 – De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65: 7,5%;
  • Faixa 3 – De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15%;
  • Faixa 4 – De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5%;
  • Faixa 5 – Acima de R$ 4.664,68: 27,5%.

Informamos?

Esperamos ter ajudado com essas informações, não esqueça de clicar no "like". Se tiver alguma dúvida ou sugestão, faça um comentário. Até breve!

    Gostou? Deixe seu curtir
    Compartilhe
    Sabrina Vansella

    Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos noticiosos e sobre dicas financeiras. Procura simplificar e melhorar a qualidade de vida dos usuários e, para isso, preza por uma pesquisa assídua e uma escrita clara.

    Ver todos os posts

    Deixe seu comentário

    Leia também

    Inflação do aluguel acumula 33,83% em 12 meses; confira detalhes

    Banco Central: dívidas de famílias brasileiras continuam crescendo

    PIS/Pasep tem valor acumulado de R$ 22,8 bilhões: veja quem pode sacar

    Banco Inter pretende lançar cursos de investimentos para clientes: saiba mais

    Cadastro Positivo: quem paga a conta do celular em dia pode ter um aumento no score

    Mudança que ameaçava vale-refeição e alimentação sai da reforma tributária do IR

    Vagas de emprego: 11 empresas estão contratando

    O comportamento financeiro dos brasileiros mudou após a pandemia?