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O boom das carteiras digitais para o e-commerce

Por Fintechs BrasilPublicado em

Piscou, aparece uma – ou alguma é comprada por alguém maior. Nos últimos meses, estamos assistindo a um verdadeiro "boom" dessas fintechs. E o movimento tende a se acentuar.

A grande responsável por esse movimento foi a pandemia, que acelerou e muito a digitalização do consumidor. No caso do Brasil, o comércio eletrônico cresceu cinco anos em um, dizem os especialistas. No varejo físico o cliente consegue pagar apenas aproximando seu celular com o aplicativo aberto – operação que não requer senha em movimentações abaixo de R$ 200.

A popularização é inegável e irreversível. Muitos brasileiros já usam, embora alguns nem saibam – muita gente que recebeu auxílio emergencial na pandemia se valeu desses aplicativos para "liberar" o dinheiro que tinha carência para saque após ser depositado pela Caixa. Com esse megaempurrão, algumas delas, como a PicPay, multiplicaram rapidamente seu número de clientes e exposição na mídia – depois de patrocinar o Big Brother, eles agora estão com o SBT no novo Show do Milhão.

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Existem hoje mais de 20 carteiras digitais atuando no Brasil. Além das gigantes multinacionais, como Apple Pay, Google Pay, Mercado Pago, Rappi Pay, Pay Pal – considerada por muitos a primeira fintech do mundo – Samsumg Pay e agora, até a chinesa Ali Pay. Além das estrangeiras, muitas verde-amarelas também disputam espaço por aqui, da PicPay a AME (da Americanas), passando por Magalu Pay, PagSeguro (do UOL), iti (do Itaú), eWally (Carrefour), Bitz (Bradesco)… Recentemente, mais duas vieram se juntar a esse grupo: a BCash (do Zoom e Buscapé) e InfraPay, da Infracommerce. E o Nubank, maior banco digital do mundo, anunciou a compra da Spin Pay. Ufa!

A Infrapay vai expandir a oferta de crédito na relação de abastecimento entre indústrias, distribuidores e pequenos e médios lojistas. A expectativa é conceder, já nos próximos 12 meses, R$ 500 milhões em crédito. Já a Bcash não é exatamente uma carteira, mas uma unidade de serviços financeiros que vai começar com cartão de crédito com cashback, em co-branding com o BTG+. As "pays" podem oferecer suporte para pagamentos via PIX, a novidade do momento – é o que faz a Spin Pay, por exemplo, que tem convênio com mais de 220 e-commerces.  

As carteiras digitais não oferecem soluções financeiras completas, são mais focadas em pagamentos, mas facilitam muito a vida do consumidor, e ainda são consideradas muito seguras. O negócio também é muito prático, rápido e seguro para os comerciantes online. Além disso, não cobram para a abertura de conta – apenas pelas transações. Para usá-las, o cliente precisa colocar seus cartões ou receber transferências de outras pessoas – inclusive, de cashback.

As carteiras funcionam por meio de um sistema de tokenização que transforma os dados do cartão do comprador em um código criptografado. Desse modo, em vez de compartilhar dados do cartão, a E-wallet transmite o código token para o terminal de pagamento, o que permite finalizar uma compra.

As principais funções das carteiras digitais – que podem ser aplicativos de celular ou não – são fazer pagamentos e transferências por meio do cartão de crédito (via celular), receber e enviar transferências sem custos, recarregar celular e games, e receber cashback em compras. Os apps de pagamentos funcionam como uma carteira eletrônica, na qual é possível transferir valores e fazer pagamentos em estabelecimentos credenciados. Para ter dinheiro nesta carteira digital, o usuário pode cadastrar seu cartão de crédito ou receber transferências de outros usuários São regulamentadas pelo Banco Central como Instituições de Pagamento (IP); seu sucesso também pega carona em movimentos importantes no âmbito regulatório e tecnológico, como PIX a prazo, Registro de Recebíveis de Cartões e Open Banking. 

BOX

Explosão online

Após um ano e meio de pandemia, a expansão do e-commerce no Brasil teve números expressivos em 2021, totalizando quase 1,59 milhão de lojas online, 22,05% a mais do que em 2020, quando o comércio digital saltou 40%. A variação indica que, na média, no último ano, 789 novas lojas online foram criadas por dia no Brasil. Segundo estudo da Webshoppers (Ebit/Nielsen & Bexs Banco), o crescimento previsto para o e-commerce brasileiro em 2021 é de 26% com um faturamento de R$ 110 bilhões.

Aconteceu na quinzena:

Regulamentação

PIX: ganha limites para transações para evitar fraudes, e mais duas modalidades, o PIX Troco e PIX Saque;
OPEN BANKING: terceira fase é adiada para o final de setembro.

Aportes

Insurtech Pier capta 108 milhões;
Fintechs brasileiras atraem US$ 2,6 bi em oito meses de 2021 (Distrito);
Cora capta R$ 600 milhões;
Juros Baixos capta R$ 3 milhões;
Klavi capta R$ 6,5 milhões;
Recarga Pay emite R$ 40 milhões em debêntures.

Balanços financeiros

Stone tem prejuízo de R$ 150 milhões no 2º. trimestre;
Original entra no azul: lucro foi de R$ 73 milhões no 1º. semestre;
Digio lucra R$ 36,7 milhões de janeiro a julho;
PicPay perde R$ 457 milhões no 2º. trimestre;

Negócios

Inter compra Usend, de remessas online;
Ton, da Stone, lança maquininha pelo celular.

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Fintechs Brasil

Fintechs Brasil é um portal de notícias sobre startups do mercado financeiro, criado pela jornalista Léa De Luca. É o lugar certo para encontrar tudo sobre fintechs no Brasil – principalmente notícias. O objetivo do portal Fintechs Brasil é dar voz e espaço às startups de serviços financeiros no Brasil, ampliando sua relevância. Acompanhamos, revelamos, entendemos e discutimos as fintechs que estão no mercado. Conversamos com empreendedores, usuários e financiadores destas startups, suas concorrentes e estudiosos do tema. Léa De Luca é jornalista especializada em escrever sobre finanças, negócios e tecnologia há mais de 30 anos. Já atuou em diversas redações de jornais e revistas, como a Folha de S. Paulo, Harvard Business Review Brasil, Gazeta Mercantil e muitas outras.

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