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O dólar pode cair 20% em 2021 com o avanço das vacinas

Por Camila SilveiraPublicado em

De acordo com o Citigroup, uma das maiores empresas no ramo de serviços financeiros do mundo, o dólar deve ter uma queda de até 20% no ano de 2021, caso as vacinas contra o coronavírus sejam amplamente distribuídas e ajudem a retomar o comércio global e o crescimento econômico.

"Acreditamos que a distribuição de vacinas marcará todas nossas indicações de mercado baixista, permitindo que o dólar siga um caminho semelhante ao que experimentou desde o início até meados dos anos 2000", afirmaram estrategistas do Citigroup, como Calvin Tse, em relatório no dia 16 de novembro de 2020.

O índice dólar da Bloomberg, que acumula queda de aproximadamente 11% em relação ao pico do mês de março, sofreu pressão no mês de novembro, após a notícia de que a vacina contra o novo coronavírus da Moderna apresentou eficácia em um ensaio clínico. Isso resultou maior demanda por ativos vistos como porto seguro, como o dólar, iene e títulos dos Tesouro dos EUA.

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Segundo os estrategistas do Citigroup, há meses que a eleição dos EUA, as descobertas de vacinas e a política do Federal Reserve podem causar um forte impacto no dólar.

Mesmo que a eleição não tenha sido motivo de uma queda significativa, o cenário macroeconômico pode ser um grande fator para o desempenho da moeda americana no futuro, de acordo com o banco norte-americano.

Expectativa de rotação

O banco espera que, além do impacto das descobertas de vacinas, o dólar seja afetado pela política expansionista do Federal Reserve, enquanto a economia global se normaliza. A economia mundial também deve crescer em um ritmo acelerado e os investidores tendem a trocar ativos dos EUA pelos internacionais.

E "se a curva de juros dos EUA se inclinar com o aumento das expectativas de inflação, isso incentivará investidores" a fazerem hedge da exposição cambial, disseram. "Dada essa configuração, há potencial para que as perdas do dólar sejam antecipadas", e a moeda cairia em espiral mais cedo.

Segundo Citigroup, o catalisador que deu início a tendência de queda do dólar ao longo dos anos foi a entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001. De acordo com os estrategistas, há diversos motivos para ser otimista, pois a distribuição das vacinas "irá catalisar a próxima etapa de baixa na tendência de baixa estrutural do dólar dos EUA que esperamos".

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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