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Parceria entre times de futebol e bancos digitais: entenda

Por Camila SilveiraPublicado em
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Após a saída da Caixa Econômica Federal de vários clubes, as parcerias entre times de futebol e bancos digitais têm se mostrado cada vez mais presentes. O dinamismo da economia brasileira, até mesmo em momentos de crise, atrelado ao futebol, que é capaz de gerar bons retornos, têm sido alvo de oportunidades.

Em 2016, o Banco Inter iniciou sua parceria com o São Paulo, mas agora o BMG e o Digi+ são os que mais marcam presença nesse universo de patrocínios. Ou seja, o futebol tem potencial para tornar diversas marcas conhecidas, e parcerias de longo prazo trazem credibilidade para ambas as partes. 

O BMG, por exemplo, firmou uma parceira com o Corinthians, Atlético Mineiro com o Vasco e o Digi+ com o Cruzeiro. Esses contratos possibilitaram uma condição de divisão de lucros conhecida no mercado corporativo e financeiro como "profit sharing".

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Profit Sharing

Esse termo quer dizer "divisão de lucros", ou seja, os times de futebol e bancos são sócios no negócio. É como se nascesse um novo banco no qual um acionista entra com dinheiro e conhecimento de mercado (banco) e o outro com a marca para atrair clientes (times). No final de cada dia, apuram o lucro da nova instituição e dividem 50% para cada um.

Como os bancos funcionam?

O banco funciona oferecendo serviços, como empréstimos, aplicação de dinheiro, entre outros e, para isso, há sempre a cobrança de uma tarifa. O BMG e o Banco Inter não cobram nenhuma tarifa de abertura e manutenção de conta, mas o Digi+ sim, e essa é a primeira receita de alguns.

Portanto, em casos como o Digi+/Cruzeiro, basta o torcedor abrir uma conta corrente para começar a gerar dinheiro. Porém, no caso do BMG, essa abertura não quer dizer absolutamente nada. Deu para compreender?

Sendo assim, esse banco (BMG) faz dinheiro de outra forma: com empréstimos, aplicações, oferecendo cartão de crédito e cobrando tarifa por isso. De modo geral, todos esses juros, valores cobrados das empresas que aceitam o seu cartão e a taxa de administração de fundos, compõe grande parte da receita de um banco digital.

Portanto, é nesse momento que entra o torcedor fiel: usando os serviços de um banco comum e trocando o seu atual pela instituição financeira que agora possui o seu time de coração como sócio!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado. Pra ela o conteúdo perfeito precisa ser de fácil compreensão e responder todas as dúvidas dos leitores. “Acredito que os leitores da Foregon merecem saber tudo, até os mínimos detalhes. Espero que você, leitor, fique satisfeito com a leitura, que tenha esclarecido todas as suas dúvidas e, claro, que você volte sempre!”

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