Ir para o conteúdo principal
Foregon.comConteúdos
Acesse sua conta

Previdência privada: como funciona e como investir?

Thais SouzaPublicado em

Após a Reforma da Previdência, muitos brasileiros ficaram com receio de nunca conseguirem se aposentar. Com isso, o assunto Previdência privada tem se tornado cada vez mais comum entre as famílias que querem ter um futuro financeiro mais tranquilo. Se você também está pensando nesta alternativa, continue a leitura e saiba como funciona a Previdência privada!

Você encontra nesse artigo:

O que é Previdência privada?

A Previdência privada é um tipo de investimento de longo prazo. Ela funciona como uma alternativa ou um complemento à Previdência pública disponibilizada pelo Governo. Portanto, esse investimento não é ligado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Esse tipo de investimento passou a ser mais popular após Reforma da Previdência, que mudou as regras do benefício e tornou mais longo o caminho dos trabalhadores até a aposentadoria do INSS.

A Previdência privada pode ser utilizada tanto como  benefício único, para aqueles que não têm direito à previdência social, quanto para complementar a aposentadoria do INSS, cujo valor pode ser bem baixo de acordo com o que o trabalhador recebe de salário.

Outras pessoas também investem na Previdência particular para utilizar o valor para outros objetivos de longo prazo, como:

Homem desconfiado com a mão no queixo

Com o seu score calculado, você descobre o produto financeiro ideal para você!

Calcule o seu score de forma gratuita, rápida e segura e tenha acesso a centenas de cartões de crédito e outros produtos financeiros.
+ 1.267.543 milhões de pessoas já consultaram

Ao criar uma conta você aceita nossos termos de uso política de privacidade. Aceita também receber notificações por e-mail e SMS, que podem ser canceladas quando quiser.

Os planos de Previdência privada normalmente são oferecidos por bancos ou seguradoras. Por isso, se você deseja investir nela, verifique se o seu banco já conta com essa opção.

Previdência privada: como funciona?

O funcionamento da Previdência privada é muito simples. Basicamente, o investidor realiza aportes (depósitos) periódicos, normalmente mensais, e esses valores são aplicados em investimentos de baixíssimo risco, como títulos de Renda Fixa, por exemplo.

Então, ao final do período pré-estabelecido no início do contrato, o investidor pode sacar todo o valor que investiu + o rendimento do dinheiro, ou seja, o lucro que o dinheiro deu no tempo em que ficou investido.

O resgate do valor pode ser feito de uma só vez ou então em parcelas mensais, da mesma forma que é paga a aposentadoria do INSS.

Como é feito o cálculo?

Quando o investidor vai fechar um plano de Previdência provada, no início já é possível saber o valor das parcelas que ele terá que pagar. Esse valor vai depender de quanto ele pretende receber na sua aposentadoria.

Por exemplo: se o seu plano é se aposentar daqui 30 anos, quando for fechar seu plano você já terá uma estimativa de quanto terá que investir mensalmente até o final do prazo para chegar a um determinado valor.

Essa projeção é feita por meio da análise de taxas de juros do mercado, bem como a expectativa de vida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste sentido, é importante ressaltar que quanto antes você começar com um plano de Previdência privada, menor será o valor das parcelas. Ou seja, o valor pago é diretamente proporcional à idade do investidor.

Como funciona um plano de Previdência privada?

Tendo em mente que a Previdência privada é um investimento de longo prazo, você deve saber que a aplicação possui duas fases:

  1. Fase de acúmulo: nesta fase, o investidor irá depositar mensalmente a quantia estabelecida no momento da contratação do plano. Normalmente a fase de acúmulo dura entre 20 e 35 anos;
  2. Fase de renda: já a fase de renda se inicia assim que o período de acúmulo acaba. Neste momento o investidor passará a receber o dinheiro aplicado + os rendimentos acumulados no período.

Taxas da providência privada

Antes de escolher seu plano de Previdência privada, é muito importante atentar-se às taxas cobradas pelos bancos e seguradoras. Existem três principais tipos de taxas:

  • Taxa de carregamento: um valor cobrado mensalmente, toda vez que você realiza um aporte. Essa taxa costuma ser de 2%, ou seja, se você aplicar R$ 1 mil, terá que pagar R$ 20 de taxa de carregamento. No entanto, muitos bancos oferecem a isenção desta cobrança;
  • Taxa de saída: uma taxa cobrada em caso de retirada antecipada dos recursos. Entretanto, essa cobrança só ocorre caso haja movimentação nos primeiros anos da aplicação, ou seja, dentro do prazo de carência do investimento;
  • Taxa de administração: taxa cobrada para custear a gestão do investimento.

previdencia-privada

Tributação de previdência privada: plano PGBL ou VGBL?

A Previdência privada possui dois tipos de plano: o PGBL ou VGBL. A principal diferença entre eles é a forma de tributação na hora do resgate. Confira abaixo as características de ambos os planos:

O que é o PGBL?

O Plano Gerador de Benefício Definido é feito para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Nesta opção, a vantagem é que é possível abater até 12% da renda bruta tributável (salários e demais rendimentos) no cálculo do IR.

Para entender melhor, imagine que você recebe R$ 10 mil e aplica R$ 1.200 por mês em PGBL. Sendo assim, o Imposto de Renda só vai incidir sobre os R$ 8.800 restantes.

Em contrapartida, na fase de retirada do dinheiro investido, a cobrança de Imposto de Renda se dá sobre todo o capital investido e não somente sobre os rendimentos.

O que é VGBL?

Já o plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é uma opção para quem declara o IR via modelo simplificado, utilizando o desconto padrão de 20%. Diferentemente do PGBL, esse plano não pode ser deduzido no Imposto de Renda.

Quando o investidor for resgatar os valores no final das aplicações, a cobrança de Imposto de Renda é sobre o ganho de capital e não sobre o total aplicado.

Qual o melhor plano para mim?

O plano PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Já o VGBL é indicado para quem declara o IR via modelo simplificado, utilizando o desconto padrão de 20%.

Se mesmo assim você tiver com dúvidas, saiba que alguns bancos e instituições oferecem um simulador online que demonstra todas as possibilidades de cada tipo de aplicação para que você possa verificar qual é o plano ideal para o seu perfil.

Tributação da Previdência privada: progressiva ou regressiva?

Quanto contratar uma plano de previdência, o investidor deverá escolher a forma de tributação para o resgate do dinheiro. Existem duas: progressiva e regressiva.

Tabela progressiva da Previdência privada 2022

A tabela progressiva oferece isenção do Imposto de Renda até um determinado valor. Depois, a alíquota vai crescendo entre 7,5% e 27,5%. Isso quer dizer que a alíquota cresce sobre o montante, portanto, quanto maior for o total do resgate, maior será o imposto pago. Confira a tabela abaixo:

Período da aplicação Base de cálculo (R$) Alíquota do IR Parcela a deduzir (R$)
até o limite isento Até 22.847,76 Isento Isento
1ª faixa de renda De 22.847,77 até 33.919,80 7,5% 1.713,58
2ª faixa de renda De 33.919,81 até 45.012,60 15% 4.257,57
3ª faixa de renda De 45.012,61 até 55.976,16 22,5% 7.633,51
4ª faixa de renda Acima de 55.976,16 27,5% 10.432,32

Tabela regressiva da Previdência privada 2022

Já a tabela regressiva é mais simples. À medida que o dinheiro ficar aplicado por mais tempo, as alíquotas serão menores. Após dez anos, a alíquota cobrada é de 10%. Veja a tabela abaixo com os valores do regime regressivo:

Período da aplicação Alíquota do IR
Até 2 anos 35%
De 2 a 4 anos 30%
De 4 a 6 anos 25%
De 6 a 8 anos 20%
De 8 a 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

Vantagens e desvantagens da Previdência privada

Assim como qualquer outro investimento, a Previdência privada possui pontos positivos e negativos, confira abaixo:

O lado bom

  • Vantagens tributárias: dependendo do plano escolhido, o investidor pode ter uma boa diminuição dos impostos;
  • Estímulo a Poupança: a previdência privada incentiva o contribuinte a poupar dinheiro;
  • Portabilidade: se você não estiver satisfeito com o rendimento do seu investimento ou as taxas cobradas, pode fazer a portabilidade, ou seja, migrar para outro banco ou instituição;
  • Imposto de até 10%: quem escolhe o plano VGBL também poderá pagar menos impostos ao deixar o dinheiro investido por mais tempo.

O lado não tão bom assim

  • Baixo rendimento: o rendimento é menor quando comparado a outros investimentos, já que a aplicação do dinheiro é feita em Renda Fixa;
  • Altas taxas cobradas: as taxas e impostos cobrados são elevados, principalmente para quem deseja retirar o dinheiro mais rápido;
  • Não possui cobertura do FGC: o investimento não é garantido pelo FGC, então, se a instituição em que você adquiriu o plano venha a falir, você pode perder o seu dinheiro, tendo em vista que não existem garantias para recuperação dos seus recursos;
  • Carência do investimento: esse tipo de investimento possui prazo de carência para resgate dos valores.

Como investir na Previdência privada?

Para investir em Previdência privada você deve ir até o banco ou seguradora que oferece esse tipo de investimento. Atualmente, os principais bancos que contam com a opção são:

  1. Caixa Econômica Federal: o investimento está disponível apenas para correntistas e são cobradas taxas de administração;
  2. Bradesco: o Bradesco oferece um simulador de Previdência privada para ajudá-lo a escolher o melhor plano para o seu perfil;
  3. Banco do Brasil: ao investir na Previdência privada pelo Banco do Brasil você terá acesso a diferentes alternativas de investimento do seu dinheiro, uma conservadora e outra mais arrojada;
  4. Itaú: o Itaú não cobra taxa de carregamento na entrada e saída em todos os planos, o que é uma vantagem para o seu bolso.

Qual a diferença entre Previdência privada e social?

Previdência privada Aposentadoria INSS
Oferecida por bancos e seguradoras Governo quem faz a gestão
Não é obrigatória para quem tem CLT É obrigatória para quem tem CLT
Contribuinte escolhe o valor da contribuição Contribuição é fixa, de acordo com o salário
Não há teto do benefício O teto é de R$ 7.087,22 em 2022
É possível fazer aportes Não é possível fazer aportes
É possível resgatar antes do tempo Só é possível resgatar antes do tempo em casos específicos
É privada É pública
É possível escolher por quanto tempo vai pagar Só recebe quem tiver cumprido o tempo mínimo de contribuição

Dúvidas frequentes sobre como funciona a Previdência privada

O que é o aporte na previdência privada?

É o pagamento mensal feito para o seu plano de previdência privada. Ou seja, são os depósitos que você deverá fazer na fase de acúmulo.

Posso cancelar a previdência privada?

Sim. Basta entrar em contato com a instituição que vendeu o título e solicitar o cancelamento.

Posso resgatar a previdência privada antes do tempo?

Sim. No entanto, é preciso ter cuidado pois essa solicitação pode gerar custos altíssimos.

É possível perder o dinheiro investido na previdência privada?

Sim, você pode perder dinheiro caso a instituição financeira venha a falir, já que esse investimento não conta com a garantia do FGC. Outra forma de perder dinheiro com previdência privada é retirá-lo antes do tempo, já que os custos para isso são altos.

Quais investimentos podem substituir a previdência privada?

Você pode investir em fundos imobiliários, que são mais indicados do que a previdência privada e pagam dividendos mensalmente.

Descomplicamos?

Esperamos que este artigo tenha sido útil para você. Se deseja adquirir um empréstimo para começar a investir, saiba que no site da Foregon você consulta seu score gratuitamente e recebe as ofertas de empréstimos e cartões que mais combinam com seu perfil.

Consulte seu CPF grátis e receba as melhores ofertas!

Mais de 300 opções entre cartões de crédito, contas e empréstimos.

Consultar CPF grátis
+ 1.267.543 milhões de pessoas já consultaram

Até a próxima!Mover para lixeira

Gostou? Deixe seu curtir
Compartilhe
Thais Souza

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos relacionados a investimentos e empréstimos e acredita que esse tipo de conhecimento pode mudar a vida das pessoas. Busca impactar a vida dos usuários que buscam resolver um problema ou conhecer melhor um produto ou serviço financeiro.

Ver todos os posts

Deixe seu comentário

Leia também

3 investimentos de renda fixa para ganhar dinheiro com a alta da Selic

O que são criptomoedas?

Quanto rende 1 milhão na poupança? É uma boa opção?

Previdência privada: como funciona e como investir?

Qual é o futuro das criptomoedas e do metaverso? Saiba mais

Taxa DI hoje: entenda como descobrir e fazer a consulta

Juros da Poupança: saiba qual o rendimento hoje!

Como investir em Fundos Imobiliários?