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Proposta autoriza empresas a explorar o empréstimo por meio de penhor de jóias

Por Camila SilveiraPublicado em
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Quem precisa de dinheiro com urgência provavelmente já pensou em realizar um empréstimo por meio de penhor de jóias. Funciona dessa maneira: uma pessoa deixa o objeto de valor na Caixa Econômica Federal e, em troca, recebe o dinheiro. Caso ela não pague, o banco, que já está com aquele item, fica com ele em definitivo.

Até hoje essa modalidade de empréstimo está sob monopólio da Caixa Econômica Federal, porém essa situação ainda pode mudar. O deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) está com o Projeto de Lei Complementar 230/19 que autoriza outras empresas a realizarem o empréstimo por meio de penhor de jóias e de outros bens móveis. 

O objetivo dessa proposta é aumentar a oferta de crédito com taxas de juros mais baixas e atrativas no país. De acordo com o deputado Paulo Eduardo Martins, as agências da Caixa que hoje disponibilizam o penhor não alcançam 10% dos municípios brasileiros.

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Segundo ele, "o projeto é para beneficiar principalmente a população menos favorecida, que vive longe dos grandes centros. Mas, também tem grande potencial de fazer a economia girar e gerar empregos". Informação retirada de um artigo do site Partido Social Cristão (PSC).

Essa proposta foi apresentada e aguarda o parecer do relator, deputado Paulo Ganime (NOVO-RJ), na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal.

Pontos principais do Projeto de Lei Complementar 230/19

  • As empresas de direito privado deverão inserir a atividade no seu objeto social;
  • O instrumento do penhor poderá ser registrado em cartório de títulos e documentos;
  • O devedor poderá pagar a dívida antes do vencimento sem sofrer imposição de multa ou outro encargo;
  • A inadimplência do proprietário do bem apenhado por mais de 30 dias, a contar da data fixada para o resgate, autoriza a empresa a vendê-lo;
  • A empresa tem a obrigação de informar às autoridades competentes qualquer situação que apresente indícios de que o bem apresentado para penhor tenha origem ilícita;
  • O Poder Executivo estabelecerá as regras para registro e funcionamento das empresas que exerçam as atividades de penhor. 

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado. Pra ela o conteúdo perfeito precisa ser de fácil compreensão e responder todas as dúvidas dos leitores. “Acredito que os leitores da Foregon merecem saber tudo, até os mínimos detalhes. Espero que você, leitor, fique satisfeito com a leitura, que tenha esclarecido todas as suas dúvidas e, claro, que você volte sempre!”

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