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Prorrogação do Auxílio Emergencial até março de 2021?

Por Janaína TavaresPublicado em

O Auxílio Emergencial foi criado pelo governo para dar suporte à população durante a pandemia do coronavírus. Contudo, esse auxílio deixará de ser pago em dezembro desse ano. Mas será que pode ter uma prorrogação do benefício para 2021?

Prorrogação do auxílio pode acontecer?

Um grupo de parlamentares defende a ideia de ampliar o prazo do estado de calamidade pública por mais três meses (até março de 2021). Com isso, tendo a chance de existir mais uma prorrogação do Auxílio Emergencial no valor de R$ 300.

A proposta de estender estado de calamidade pública no país, que tem vigência até o dia 31 de dezembro, já estava em pauta desde o início de outubro pela comissão mista que avalia os gastos no enfrentamento do coronavírus.

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No entanto, de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo não trabalha com a hipótese de prorrogar o estado de calamidade e o auxílio emergencial até 2021.

Segundo informações do site InfoMoney, a equipe econômica está analisando como será possível estender o pagamento do auxílio se os efeitos da pandemia crescerem no início de 2021.

No entanto, o maior impasse no momento dos técnicos da equipe econômica está em como fazer a prorrogação do pagamento respeitando o teto de gastos do governo, ou seja, as despesas não podem crescer em um ritmo superior à inflação.

Auxílio Emergencial de R$ 300 piora renda dos brasileiros

Conforme o site Terra, cálculos do economista Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), apontam que a redução no valor do auxílio de R$ 600 para R$ 300 prejudicou a renda dos beneficiários.

De acordo com o que foi averiguado pelo economista, o número de brasileiros que vive na pobreza aumentou em mais de 8,6 milhões (entre agosto e setembro). Além disso, o grupo em situação de miséria cresceu cerca de quatro milhões no Brasil. Veja mais, logo abaixo:

  • População vivendo em extrema pobreza: de 5,171 milhões, em agosto, para 9,251 milhões em setembro;
  • População vivendo na pobreza: de 38,766 milhões, em agosto, para 47,395 milhões em setembro.

Observação: os resultados apresentados pelo economista foram obtidos levando em consideração dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) de outubro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Janaína Tavares

Jornalista e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, a Janaína (ou Jana). Como redatora, ama os conteúdos sobre dicas financeiras. Preza pela checagem de todas as informações e o conteúdo perfeito para ela, é aquele que ajuda o leitor a resolver um problema, ensinando e orientando o leitor a tomar a melhor decisão.

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