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Selic: quais são os melhores investimentos de acordo com a taxa básica de juros?

Por Camila SilveiraPublicado em

Você sabia que entre as perguntas mais feitas no Google estão "onde investir com a Selic em alta" e "onde investir com a Selic em baixa"?

Elas surgem, principalmente, quando acontecem as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A cada 45 dias, portanto, as pessoas procuram as melhores alternativas de investimento conforme a taxa básica de juros.

Mas, afinal, como essa taxa realmente afeta o mundo dos investimentos? E o que os investidores normalmente procuram quando ela altera? Quais ativos do mercado se tornam mais desejados em situações de baixa ou alta?

Neste artigo, você vai esclarecer todas essas dúvidas e aprender como investir no mercado financeiro de forma correta!

Como a taxa Selic afeta o mundo dos investimentos?

Antes de responder essa pergunta, é necessário entender que a definição da taxa Selic pelo Banco Central não tem como função principal determinar a rentabilidade dos investimentos. A taxa básica de juros é um mecanismo de autoridade monetária para conter o avanço da inflação ou facilitar o acesso ao crédito na economia.

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Por exemplo, se a Selic está em alta, a ideia do Banco Central é diminuir a circulação da moeda e tornar os empréstimos mais caros. Tais estratégias freiam a subida dos preços. Já quando a Selic está em baixa, o objetivo é o contrário: facilitar o acesso ao crédito e aumentar a circulação do dinheiro na economia.

Além disso, a Selic guia a taxa DI, ou "taxa do CDI", que basicamente são os juros que os bancos cobram por empréstimos entre si.

A taxa do CDI, inclusive, é a principal referência dos investimentos de Renda Fixa que tendem a seguir de perto a Selic.

Por ter essa característica, o valor da taxa Selic determina se os investimentos de Renda Fixa vão ficar mais ou menos atrativos, principalmente quando comparados com outras aplicações disponíveis no mercado.

Além do mais, a taxa básica de juros afeta outros tipos de investimentos, como os Fundos Imobiliários de papel, que incluem produtos atrelados ao CDI nas suas carteiras, por exemplo.

Sabendo disso, essa é uma taxa que não vai ficar caindo ou subindo para sempre. Suas alterações vão depender de diagnósticos do Banco Central sobre o atual cenário, para entender se é necessário aumentar ou diminuir a circulação de dinheiro na economia.

É possível investir na taxa Selic?

Como você já deve ter percebido, não é possível investir na taxa Selic diretamente, até porque ela representa apenas um indicador de mercado para referência de empréstimos interbancários, financiamentos imobiliários e outras aplicações.

O que é possível fazer é aplicar em investimentos atrelados à Selic. Ou seja, investir em produtos financeiros que entregam rentabilidade próxima ao valor da taxa básica de juros do período.

Como investir de acordo com a taxa Selic?

Ao saber que a Selic guia a rentabilidade dos investimentos de Renda Fixa, você deve optar por aplicações atreladas à taxa básica de juros ou que remuneram igual ou acima dos 100% do CDI.

Ou seja, quanto maior for o rendimento em relação à taxa DI, maior será a rentabilidade final do investimento. Apesar disso, saiba que encontrar investimentos que pagam acima dos 100% do CDI é mais complicado em momentos em que a Selic estiver subindo.

Quais são os investimentos atrelados à taxa básica de juros?

  • Tesouro Selic: título público que rende o valor da Selic acrescido de uma taxa pré-fixada;
  • CDBs a 100% do CDI ou mais: títulos bancários de Renda Fixa;
  • Contas digitais remuneradas: carteiras e contas digitais que fazem o dinheiro render 100% do CDI.

É importante lembrar que qualquer investimento que rende os 100% do CDI entregará um valor muito próximo da taxa Selic em vigência.

Selic em alta: onde investir?

Nos momentos em que a taxa estiver alta, os investidores tendem a olhar com mais atenção para os investimentos de Renda Fixa. Confira as opções:

  • Tesouro Selic;
  • Fundos de Renda Fixa;
  • CDBs que rendem 100% do CDI ou mais;
  • Fundos Imobiliários de papel com carteiras expostas à taxa DI;
  • Contas remuneradas a 100% do CDI ou mais.

Selic em baixa: onde investir?

Por outro lado, quando a Selic está em uma trajetória baixa, o prêmio de risco nos investimentos em Renda Variável fica mais atrativo e os investidores tendem a aumentar o nível de risco de suas carteiras com aportes nos seguintes ativos:

  • Ações;
  • Fundos Imobiliários (FIIs);
  • ETFs;
  • BDRs;
  • Fundos de ações e Fundos Multimercados.

Importância da diversificação de carteira

Como você já deve ter percebido, a Selic passa por períodos de altas e baixas, de acordo com as estratégias do Copom.

Quando torna-se impossível prever qual será o comportamento dessa taxa no futuro, principalmente em prazos mais estendidos, o investidor inteligente deve optar por uma carteira diversificada com diversos tipos de investimentos financeiros.

Dessa forma, você consegue se proteger contra os cenários econômicos, minimizando riscos e potencializando os resultados.

Taxa Selic x ganho real

Além da rentabilidade atrelada à Selic, o investidor deve se preocupar com o retorno real das suas aplicações, seja no curto, médio ou longo prazo.

Para quem não sabe, o ganho real é o resultado da rentabilidade total do investimento menos a inflação do período. Ele mostra se você realmente ganhou ou perdeu dinheiro com as suas aplicações.

Como já foi citado, a Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação ou aumentar a circulação de dinheiro na economia. Ou seja, se os seus investimentos estão atrelados a essa taxa, é recomendável fazer o comparativo entre o rendimento nominal (o que foi contratado) menos a inflação do período vigente.

Como investir no mercado financeiro?

Para investir em qualquer ativo no mercado financeiro, independentemente dele ser atrelado ou não à Selic, você precisa ter uma conta ativa em uma corretora de valores.

Confira nos artigos a seguir todas as orientações necessárias para realizar os principais tipos de investimentos de Renda Fixa e Variável para você elaborar a sua carteira:

Descomplicamos?

Esperamos ter esclarecido todas as suas dúvidas. Se você gostou do conteúdo, deixe a sua curtida ou o seu comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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