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Sites ou Apps: qual plataforma é mais segura para fazer transações bancárias?

Por Camila SilveiraPublicado em

Não dá para negar que as facilidades dos aplicativos bancários e do Internet Banking caíram na graça do povo. De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as transações pelo celular já são as mais comuns no Brasil, ultrapassando, inclusive, as operações presenciais.

Mas, afinal, qual plataforma é mais segura: os sites ou Apps bancários? Acompanhe a leitura e esclareça as suas dúvidas!

Sites ou Apps: qual plataforma é mais segura para fazer transações bancárias?

Antes de mais nada, vale ressaltar que as duas plataformas possuem seus benefícios e riscos!

Embora as instituições trabalhem constantemente para oferecer sistemas mais seguros, as tecnologias podem falhar. Além disso, os golpistas estão aplicando golpes cada vez mais elaborados para induzir as vítimas a fornecerem dados de acesso.

Ainda assim, de acordo com especialistas, os aplicativos de bancos ainda são mais seguros. Pelo menos por enquanto. 

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"A plataforma que oferece menos risco é pelo aplicativo do banco no seu celular. A maioria dos trojans bancários para roubar senha ainda são desenvolvidos para infectar sistemas Windows. Agora o que nós estamos vivendo no momento é uma migração desses ataques para dispositivos móveis", afirma Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky.

Há uns anos, os bancos costumavam trabalhar com tokens físicos e cartões de segurança, no entanto, com o passar do tempo, muitas instituições trocaram esses recursos por versões de token digital dentro do aplicativo bancário.

Na prática, são números aleatórios que mudam de tempos em tempos para servir como camada extra de proteção.

No aplicativo, por exemplo, o usuário só consegue realizar transações após digitar a senha, ou utilizar a biometria, e acessar o código. As versões dos programas para computadores (desktop), por outro lado, ainda costumam exigir a instalação de um plugin (programa) que ajuda a manter a segurança da rede.

Riscos nas duas plataformas

Ao mesmo tempo em que os computadores são mais suscetíveis a vírus e ataques criminosos, os celulares também sofrem com uma série de golpes diferentes. Assolin relata que são três os principais riscos nos dispositivos móveis:

  • Conexão em Wi-Fi público, em que alguém pode fazer um direcionamento de rede;
  • Instalação no Android de um aplicativo falso do banco feito por criminosos;
  • Ataque de phishing, em que a vítima recebe um SMS pedindo para entrar em um site para inserir dados bancários.

Existem algumas ameaças específicas para celular e computador. Emilio Simoni, gerente da Psafe, menciona uma comum em computadores:

"A maioria dos ataques bancários trabalha em cima do monitoramento da URL que o usuário acessa. Quando você abre o site do banco, identificam a página e podem fazer duas ações: um é phishing, que vai exibir uma página em cima da do banco, e o segundo é automação, em que espera você logar no banco, bloqueia sua máquina e passa a controlar ela. Isso é mais difícil nos apps", explica.

Cuidados que devem ser tomados

É necessário tomar alguns cuidados nas duas plataformas, como instalar programas de segurança no computador e no celular para diminuir riscos e ameaças e fazer transações bancárias utilizando a rede 3G ou 4G.

Além disso, é preciso tomar cuidado no momento de fornecer dados. É essencial desconfiar sempre de mensagens que peçam informações bancárias: o banco realmente nunca pedirá tais dados. E os golpes do WhatsApp estão aí para provar como o ambiente online possui diversos riscos.

De acordo com Assolini, algumas técnicas de phishing envolvem, até mesmo, o pedido do IMEI, que é o número único de cada celular do usuário, já que esse é um dos dados que o banco consegue observar nas transações.

A Febraban destaca uma série de recomendações envolvendo o uso de aplicativos bancários nos celulares e computadores. Confira:

Celular

  • Não confiar em redes Wi-Fi públicas desconhecidas, não protegidas por senhas;
  • Em caso de perda, roubo ou furto do aparelho, comunicar ao banco para cancelar o dispositivo de segurança (mobile token), se possuir. Também informar sua operadora de telefonia e solicitar o bloqueio do chip;
  • Bloquear cartões de crédito, no caso de ter informações armazenadas (número e senha) em um celular perdido ou roubado;
  • No celular, dê preferência por usar o aplicativo do seu banco para fazer transações, em vez do site do banco via navegador;
  • Não instalar Apps, nem abrir arquivos de origem desconhecida. Eles podem conter vírus e outros programas prejudiciais que permitem a ação de fraudadores sobre sua conta.

Computador

  • Manter os antivírus originais atualizados e instalados no computador que utilizar para ter acesso aos serviços bancários;
  • Só utilizar equipamentos efetivamente confiáveis. Nunca realize operações em equipamentos públicos, desconhecidos ou que não tenham programas de antivírus atualizados;
  • Não execute aplicações, nem abrir arquivos de origem desconhecida. Eles podem conter vírus e outras aplicações prejudiciais, que permitem a ação de fraudadores sobre sua conta;
  • Evitar sites arriscados ou de conteúdo suspeitos e só fazer downloads (transferências de arquivos para o seu computador) de sites que conheça e que são confiáveis;
  • Evitar acessar o site dos bancos redirecionado por outros sites, como os de pesquisa. Prefira acessar o site do banco diretamente pelo endereço oficial;
  • Quando for efetuar pagamentos ou realizar outras transações bancárias, certifique-se de que está no site desejado "clicando" sobre o cadeado e/ou a chave de segurança que aparece quando se entra na área de segurança do site.

Descomplicamos?

Esperamos ter ajudado você com esse conteúdo. Em caso de dúvidas ou sugestões, deixe o seu comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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