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Taxa Selic sofre a terceira alta seguida, confira as oportunidades atuais para investimentos

Por Nara LimaPublicado em

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros de 0,75 ponto percentual, para 4,25% ao ano, pela terceira vez consecutiva. O Copom indicou que o ajuste total da Selic será maior do que o inicialmente pensado, e que o ciclo de aperto monetário poderá se estender.

De acordo com o comunicado divulgado pela autoridade financeira, as projeções para a Selic (taxa básica de juros) apontavam para uma taxa de 6,25% em dezembro, com o aumento para 6,50% até o fim de 2022. Em janeiro foram feitas projeções das taxas de 3,25% e 4,75% ao fim de cada ano, respectivamente.

O Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o desempenho da economia do país, subiu 1,2% no primeiro trimestre em comparação aos três meses anteriores e superou as estimativas.

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Especialistas afirmam que esse crescimento é um caminho em direção à normalidade. No entanto, um ponto que entra em discussão é o de até onde vai chegar essa alta, em um cenário em que as expectativas para PIB, inflação e Selic estão mudando rapidamente.

Oportunidades de investimentos com a alta da taxa Selic

Fundos Imobiliários 

Os fundos imobiliários podem ser interessantes para investir, visto que eles possuem ativos atrelados a índices de preços como IPCA ou IGP-M.

Outro ponto a ser levantado é que os fundos de shopping centers devem voltar mais rapidamente à normalidade do que os fundos de escritórios, mesmo com os impactos negativos causados pela pandemia.

Como dito anteriormente, os fundos imobiliários podem ser opções atrativas, mas é preciso se atentar e evitar fundos monoativos e de setores que ainda trazem maior nível de incerteza. Apesar disso, os fundos de galpões logísticos, que se beneficiam do movimento de avanço do e-commerce, devem seguir com força, mesmo com a reabertura da economia local.

Renda fixa e inflação

A renda fixa surge como oportunidades nos ativos atrelados à inflação, que pagam um juro real, considerado interessante para o cenário de incertezas com relação ao ambiente fiscal e político, além da alta dos preços.

Apesar da renda fixa começar a ganhar força, essa mudança não deve ser de grande impacto, visto que a Selic ainda está baixa. Entretanto, os títulos atrelados à inflação devem receber um olhar mais detalhado, pois oferecem uma taxa combinada na hora da aplicação mais o IPCA até a data de vencimento.

O Tesouro IPCA, título do Tesouro Direto, CDBs indexados à inflação e outros papéis privados também são opções atrativas. Isso porque a taxa determinada no momento do investimento aumentou com a expectativa de alta de juros e a parte que é o IPCA também acelerou.

É importante frisar que a inflação costuma desacelerar o poder de compra dos consumidores, mas cria um bom retorno financeiro para os investidores. Outro ponto positivo é que quem adquire esses títulos se protege da inflação ao longo dos anos, já que sempre ganhará uma taxa extra acima dela.

Poupança 

Apesar do aumento da Selic gerar ganhos um pouco maiores na renda fixa, é necessário ter cuidado com a inflação, já que, segundo o relatório do BB, as taxas devem atingir 5,82% ainda esse ano.

A poupança continua sendo uma das alternativas menos rentáveis e com retorno significativamente abaixo da inflação. Para você entender melhor, confira esse exemplo: em um cenário otimista e que leva em conta as projeções do mercado para dezembro, um investimento aplicado na caderneta de poupança de R$ 10 mil com a Selic a 6,25% ao ano, renderia apenas 4,38%, ou seja, R$ 438 em um ano.

Crédito privado

O crédito privado também se torna um investimento atrativo com a alta da Selic, no entanto, essa é uma alternativa mais arriscada do que o Tesouro Direto. Nessa modalidade, alguns investidores mais conservadores costumam encontrar uma certa dificuldade em achar títulos mais rentáveis.

Para quem não possui muito conhecimento nesse campo, a dica é contar com o auxílio de uma consultoria ou optar por um fundo de crédito privado.

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Nara Lima

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, gosta de escrever sobre educação financeira. Preza pela facilidade da leitura e pela checagem das informações, buscando produzir um conteúdo de leitura simplificada e que sane as dúvidas do leitor.

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