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Títulos públicos ou privados: em qual devo investir?

Por Sabrina VansellaPublicado em

Com a alta da taxa Selic, os investimentos em Renda Fixa estão em alta no Brasil. Mesmo que os títulos públicos apresentem bons rendimentos, é inegável o aumento na rentabilidade dos títulos privados. Se você quer começar a investir em Renda Fixa, mas ainda não sabe como funciona cada ativo, esse artigo é para você. 

Títulos públicos: o que são?

Com a procura por investimentos de Renda Fixa, provavelmente você já tenha ouvido falar nos títulos públicos, se não, fique tranquilo que vamos te explicar como eles funcionam.

Basicamente, os títulos públicos são ativos emitidos pelo próprio Governo Federal. Ou seja, ao investir nessa modalidade, você "empresta" o seu dinheiro para o Governo que te devolverá o valor com juros. 

Esse é considerado um dos investimentos mais seguros, afinal, o Governo não tem intenção de prejudicar quem empresta dinheiro para ele, além de ser uma das instituições com menores riscos de inadimplência.

Títulos públicos emitidos pelo Governo Federal

Atualmente, o Tesouro Nacional reúne diversos títulos com prazos de vencimentos e rentabilidades diferentes. Com isso, você tem a autonomia para escolher qual se encaixa com determinado objetivo que você deseja atingir.

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Veja quais são as características das principais opções disponíveis no site do Tesouro Direto:

Tesouro Direto prefixado

O termo prefixado, carrega o significado de permitir que você saiba qual é a taxa de rendimento no momento que a aplicação acontece. Com isso, você já sabe quanto vai ganhar com esse ativo antes mesmo de investir.

Ou seja, não existe nenhum fator externo que altere a taxa de rendimento do ativo prefixado. Essa pode ser uma opção caso você priorize o conhecimento ao invés dos riscos.

Tesouro Direto Selic

Os títulos Tesouro Selic têm suas rentabilidades atreladas à variação da taxa básica de juros que é definida pelo COPOM. Geralmente, esse é o investimento mais buscado para reservas de emergências.

Em períodos com a taxa Selic em alta, essa é uma aplicação muito procurada por garantir rendimentos maiores, proporcionalmente.

Tesouro Direto IPCA

Se você tem um objetivo a médio ou longo prazo, o investimento do Tesouro Direto IPCA pode ser a opção ideal. A rentabilidade desse ativo está atrelada à inflação.

Ou seja, ao investir nessa opção, você receberá o valor acrescido da variação IPCA, mais uma taxa de juros prefixada. O que te garante o poder de compra do seu dinheiro mesmo com o passar do tempo por ter um retorno sempre acima da inflação.

Principais vantagens de títulos públicos

Todas as aplicações do Tesouro Direto dão abertura para você alinhá-las com a sua estratégia de investimentos de Renda Fixa. Afinal, os títulos públicos oferecem diversas vantagens, veja:

  • Segurança: os títulos públicos são considerados as aplicações mais seguras;
  • Acessível: a partir de aproximadamente R$ 30, você consegue investir;
  • Baixo risco: são vistos com os ativos mais seguros do mercado;
  • Simplicidade: ideal para quem deseja começar a investir e tudo pode ser feito pela internet;
  • Flexibilidade: com as opções disponíveis, você consegue investir a curto, médio e longo prazo.

Tributação dos títulos públicos

Mesmo sendo opções vantajosas, você precisa estar ciente que existe a cobrança de Imposto de Operações Financeiras (IOF) caso o resgate aconteça em menos de 30 dias. Além disso, existe incidência de taxa sobre os rendimentos no Imposto de Renda, confira a tabela:

Alíquota Prazo
22,5%  Até 180 dias
20% De 181 dias até 360 dias
17,5% De 361 dias até 720 dias
15% Acima de 720 dias

Título privados: o que são?

Os títulos privados são semelhantes aos públicos, mas são emitidos por instituições privadas como bancos, financeiras, ou outras empresas. Ou seja, também são aplicações de Renda Fixa e o investidor também empresta seu dinheiro em troca de receber o valor acrescido em juros. Conheça os principais exemplos:

Títulos privados emitidos por instituições financeiras

Ultimamente, os títulos privados mais populares são os emitidos por instituições financeiras conhecidas nacionalmente, como o Bradesco ou Santander.

A rentabilidade desses ativos geralmente está atrelada à taxa DI. Por isso, é comum você ver opções com ofertas de 100% do CDI ou 110% do CDI, por exemplo.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Semelhante ao Tesouro Direto, o CDB é um ativo em que o investidor empresta seu dinheiro para a instituição financeira escolhida. 

Nesse caso, é ideal que o investidor tenha consciência da rentabilidade, prazos de vencimento, liquidez e o retorno final da aplicação, pois tudo isso pode variar de banco para banco.

LCI e LCA

Se você prefere colocar o seu dinheiro no setor imobiliário ou agropecuário deverá investir em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). No entanto, é preciso ficar atento à taxa mínima para investir nesses ativos, que pode ser de R$ 5 mil.

Títulos privados emitidos por empresas 

Há diferenças nas opções de títulos privados emitidos por empresas. Veja as principais opções:

Debêntures

Os debêntures são vistos como títulos de dívidas, o que significa que é uma modalidade de empréstimo para o emissor, semelhante aos títulos do Tesouro Direto, mas nesse caso não são emitidos pelo Governo ou instituições financeiras.

Isso significa que empresas com capital aberto na Bolsa de Valores podem utilizar essa abordagem como uma captação de recursos para a empresa.

CRI E CRA

Semelhante ao LCI e LCA, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) funcionam de forma semelhante, mas são emitidos pelas próprias empresas, além de serem protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Principais vantagens de títulos privados

  • Simplicidade: você consegue investir da sua casa pela internet;
  • Flexibilidade: com as opções disponíveis, você consegue investir a curto, médio e longo prazo;
  • Diversificação da carteira: são mais opções para diversificar a carteira;
  • Cobertura FGC: em alguns títulos há a cobertura do FGC para investimentos.

Títulos públicos ou privados: qual o melhor para investir?

Se você deseja começar a investir, os títulos públicos podem ser uma boa opção. Afinal, com eles você consegue aplicar o seu dinheiro e ter um alto índice de segurança garantida.

Mas se você prioriza uma boa rentabilidade e não deseja investir em Renda Variável, a melhor opção é considerar os títulos privados. No entanto, é preciso ter em mente que essa opção tem um aumento nos riscos. Ou seja, isso depende diretamente do seu perfil de investidor.

Informamos?

Gostou de entender mais sobre a diferença entre os títulos públicos e os privados? Se sim, não esqueça curtir o artigo. Caso tenha restado alguma dúvida, faça um comentário que nós descomplicamos para você.

Até a próxima!

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Sabrina Vansella

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos noticiosos e sobre dicas financeiras. Procura simplificar e melhorar a qualidade de vida dos usuários e, para isso, preza por uma pesquisa assídua e uma escrita clara.

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