Ir para o conteúdo principal
Foregon.comConteúdos
Acesse sua conta

Vacina contra a Covid-19 pode ficar pronta até outubro

Por Camila SilveiraPublicado em

Segundo autoridades de saúde dos Estados Unidos e a farmacêutica Pfizer, a vacina contra a Covid-19 pode ficar pronta para a distribuição até o final de outubro, pouco antes das eleições presidenciais do mês de novembro.

Neste momento, a pandemia terá grande peso entre os eleitores que vão decidir se o atual presidente dos EUA, Donald Trump, permanecerá no cargo.

Apesar do interesse ser alto por parte do Trump, não há nenhum sistema para que a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA, aprove rapidamente a vacina contra a Covid-19, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, no dia 3 de setembro.

Imperdível
Sua chance de ter um cartão de crédito sem anuidade78.477 pessoas já pediram
Ver cartão
Encerra em 16:20

A Pfizer anunciou no mesmo dia que trará informações até o final de outubro se a vacina contra Covid-19, que está sendo produzida em parceria com a empresa alemã BioNTech SE, é segura e eficaz.

A farmacêutica Pfizer, que já fabricou centenas de milhares de doses, afirmou que irá buscar aprovação imediatamente se os resultados dos testes forem positivos. 

Principais vacinas em testes

Vacina de Oxford

Desenvolvida pela universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica Astrazeneca, essa vacina, do tipo "vetor viral não-replicável", conta com cinco mil voluntários brasileiros das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Caso sua eficiência seja comprovada, ela será fabricada também no Brasil pela Fiocruz no Rio e distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que o estudo seja concluído em dezembro de 2020.

Vacina chinesa (CoronaVac)

A vacina que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech é realizada a partir do vírus inativado e conta com nove mil voluntários brasileiros de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Caso a sua eficácia seja comprovada, ela será fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan em São Paulo e distribuída pelo SUS. O diretor do Butantan, Divas Covas, afirmou que o instituto receberá cinco milhões de doses, e outras dez divididas em novembro e dezembro.

A expectativa é que até o final do ano sejam entregues 45 milhões de doses para o Minstério da Saúde.

Vacina da Moderna

A vacina realizada a partir do RNA do mensageiro do coronavírus está sendo aplicada em 30 mil americanos e desenvolvida pelo laboratório Moderna, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

Caso sua eficiência seja comprovada, será a primeira vacina com essa tecnologia liberada para uso em humanos. A expectativa dos pesquisadores é que ela esteja pronta até o final do ano.

Vacinas da Sinopharm

Desenvolvida em parceria com o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan (China), a vacina está sendo aplicada em 15 mil voluntários nos Emirados Árabes. A dose imunizadora também será testada em seis mil pessoas peruanas.

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está conversando com a Anvisa para que os testes sejam feitos no Brasil, afinal, eles estão sendo realizados apenas para quem trabalha nas fronteiras do país. A expectativa dos pesquisadores é que ela fique pronta até o final do ano, caso sua eficácia seja comprovada.

Vacina da Johnson & Johnson

Essa vacina está se preparando para enfrentar a fase final, na qual será testada em 60 mil voluntários, sendo sete mil no Brasil. Nos testes, serão recrutadas pessoas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte.

Está sendo produzida pela Jansen-Cilag, unidade farmacêutica da Johnson & Johnson, que usa a tecnologia de vetor viral não-replicante.

Vacina russa

A vacina, que também foi realizada a partir do vetor viral não-replicante, foi aplicada em somente 38 voluntários russos. No entanto, a Rússia já autorizou o uso da dose imunizadora em seu território e planeja realizar a última fase em 40 mil pessoas moradoras do país. 

O Tecpar solicitará à Anvisa a liberação dos testes da fórmula no Brasil, cuja aplicação deverá ser feita em dez mil pessoas.

Descomplicamos?

Esperamos ter ajudado você com este artigo. Qualquer dúvida sobre o assunto, deixe um comentário para nós e até a próxima!

Gostou? Deixe seu curtir
Compartilhe
Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

Ver todos os posts

Deixe seu comentário

Leia também

Auxílio Emergencial: 650 mil pessoas terão de devolver o benefício

Confira o calendário das novas parcelas do Auxílio Emergencial até outubro

Auxílio Emergencial: saque liberado para trabalhadores nascidos em outubro

4 países da Europa reabrem para turismo: veja as regras para entrada de brasileiros

Liberado novo saque da 4ª parcela do Auxílio Emergencial: veja como sacar

SP Acolhe: saiba tudo sobre o auxílio de R$ 300 e veja como se inscrever

Governo de SP inicia pagamentos do ‘Vale Gás’ e ‘SP Acolhe’. Veja como sacar

Prorrogação do Auxílio Emergencial 2021: o que mudará?