Ir para o conteúdo principal

Governo inicia isenção do IR para salários de até R$ 5 mil

Escrito por 

Atualizado 

Qualidade editorial: Nosso conteúdo é construído por uma equipe profissional que coloca a dúvida do leitor no centro da sua escrita. Cada autor traz o seu conhecimento para responder e solucionar sua busca, entregando valor por meio da verificação de dados, aprofundamento da pesquisa e reputação do nosso site.

Segurança e privacidade: Somos responsáveis por manter seus dados protegidos quando você acessa nosso site. Trabalhamos com total transparência e respeito ao seu consentimento, colocando você no controle de seus dados. Conheça nossa política de privacidade.

O limite de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês começou a valer em 1º de janeiro de 2026 no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a medida em novembro de 2025, e o efeito já aparece no contracheque de quem está nessa faixa salarial.

Quem tem direito à isenção total?

Trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios ficam totalmente isentos do Imposto de Renda, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, a medida deve alcançar cerca de 16 milhões de contribuintes.

O que muda para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350?

A Receita Federal estabeleceu um abatimento proporcional nos tributos para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 por mês. Ou seja, esse grupo não fica isento por completo, mas paga menos imposto do que pagaria pela tabela anterior, com o desconto diminuindo aos poucos conforme o salário se aproxima do teto de R$ 7.350.

Como era a cobrança antes dessa mudança?

O modelo anterior da Receita Federal garantia isenção tributária integral apenas para quem ganhava até R$ 3.036. Acima disso, a cobrança seguia uma tabela escalonada:

  • De R$ 3.036 a R$ 3.533: alíquota de 7,5%
  • De R$ 3.533 a R$ 4.688: alíquota de 15%
  • De R$ 4.688 a R$ 5.830: alíquota de 22,5%

Na prática, isso significa que quem ganhava, por exemplo, R$ 4.500 pagava parte do salário em imposto todo mês. Com a nova faixa de isenção, esse mesmo valor passa a ficar livre de Imposto de Renda, refletindo diretamente no salário líquido depositado na conta.

Quem paga a conta dessa ampliação?

O texto original da proposta previa isenção apenas até R$ 7 mil. O deputado Arthur Lira, relator da proposta na Câmara, ampliou o teto até R$ 7.350 avaliando que a cobrança sobre rendimentos mais elevados geraria arrecadação suficiente para bancar o desconto extra sem prejudicar as contas do governo federal.

Para compensar a perda de arrecadação com a isenção dos salários menores, quem ganha a partir de R$ 50 mil por mês passa a pagar mais Imposto de Renda. O mesmo vale para parte de quem recebe dividendos: quem tem renda anual acima de R$ 600 mil passa a pagar alíquota progressiva de até 10%, e quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano fica sujeito a uma alíquota mínima efetiva de 10%.

A isenção era um compromisso de campanha tratado como prioridade pelo governo federal, e o desenho final buscou equilibrar o alívio no salário de quem ganha menos com uma cobrança maior sobre quem está no topo da renda, mantendo a arrecadação da União praticamente neutra.

Compartilhe
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Linkedin
  • Compartilhar no Twitter

Escrito por:

Mariana Silva
Especialista em produtos e serviços financeiros na Foregon

Nós acreditamos na simplicidade e na transparência das relações, por isso descomplicamos os bancos

Publicidade