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Apesar dos benefícios, concorrência com fintechs não derruba os juros

Por Sabrina VansellaPublicado em

Com o aumento da concorrência entre os bancos tradicionais e as fintechs, a indústria financeira no Brasil mudou em comparação há dez anos. Diante as novas tecnologias, surgiram novas leis que estimularam o crescimento das fintechs, e aqueles que não se adequaram tiveram que correr atrás.

Estes avanços trouxeram diversos benefícios para o consumidor, o aumento das opções influenciando diretamente no aumento da abertura de contas em diferentes instituições financeiras. Por consequência, essa competição também forneceu melhores linhas de crédito e investimentos em Renda Fixa e Variável. No entanto, as taxas de juros no país seguem elevadas.

A persuasão da tecnologia nas fintechs

A partir da lei nº 12.865, de 2013, que permitiu a criação das instituições de pagamentos, foi liberado a entrada de novos agentes no mercado brasileiro. Para regulamentações, surgiram as sociedades de empréstimo entre pessoas, de crédito direto, entre outros.

Com menos de dez anos após os surgimentos das primeiras fintechs, o Brasil já contava com 742 empresas do ramo, segundo o relatório "Fintech Report", da consultoria Distrito. Os investimentos nas fintechs brasileiras, desde 2015, foram de US$ 2,4 bilhões, o que resulta no valor de R$ 13 bilhões _ na cotação do dólar de 3 de maio de 2021 _.

Os bancos já haviam demonstrado grande interesse na área tecnológica, antes mesmo do surgimento das fintechs, mas o surgimento da concorrência foi promissora em intensificar este interesse, e com a popularização dos smartphones, o avanço foi ainda maior.

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"Nosso setor bancário é de extrema vanguarda, o que é fruto de investimentos ambiciosos em tecnologia. Só em 2019, foram quase R$ 25 bilhões. Fomos um dos primeiros no mundo a adotar caixa eletrônico de autoatendimento, internet Banking, chip em cartão de crédito e biometria. Investimos em tecnologia há muitos anos", afirma Leandro Vilain, diretor executivo de inovação, produtos e serviços bancários da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Uma nova abordagem

Atualmente, os bancos focam suas estratégias em "Customer Centric" que, basicamente, coloca a experiência do cliente como centro do negócio. O método foi abordado com a inclusão dos aplicativos, bots e contas digitais. Outros conceitos que merecem destaque, foram os de maior autonomia para que o cliente resolva os próprios problemas pelo App e o aumento da transparência ao não cobrar tarifas.

Confira alguns exemplos que merecem ser mencionados:

  • Bradesco: inclusão do next, banco digital gratuito, carteira digital e as corretoras Bitz e Ágora;
  • Santander: foco em empoderamento do cliente em relação ao banco com atendimento digital;
  • Itaú Unibanco: avanço na autonomia do cliente em mais de 30 funcionalidades nos canais digitais desde o início da pandemia;
  • Banco do Brasil: aprimoramento nos aplicativos, inteligência artificial (boots), inclusão do Pix no WhatsApp.

Mas por que os juros continuam altos?

Em resumo, a competição ainda não trouxe benefícios ao consumidor na linha de crédito. Os meios de pagamentos continuam sendo o maior ramo das fintechs, já a concessão de crédito fica em segundo.

Ainda não foi possível forçar a queda dos juros diante a falta de dinheiro para concorrer diretamente com os bancos tradicionais, que continuam liderando o mercado.

A diferença entre os juros que os bancos cobram para os que deixam o dinheiro e os juros cobrados de quem pega o empréstimo, cai em ritmo lento. Em 2011 os pontos porcentuais eram de 17,65%, já em 2021, eles caíram para 15,1%.

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Sabrina Vansella

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos noticiosos e sobre dicas financeiras. Procura simplificar e melhorar a qualidade de vida dos usuários e, para isso, preza por uma pesquisa assídua e uma escrita clara.

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