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Educação financeira infantil: como tornar um adulto consciente

Por Leonardo JacominiPublicado em
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Falando sobre dinheiro, crianças que tiverem educação financeira infantil, se tornam adultos cada vez mais responsáveis sobre o assunto. Você quando era menor, falava sobre esse assunto em casa ou na escola?

Justamente pelo tema ainda estar “engatinhando” no país, precisamos discutir a importância e mudar um quadro onde mais de 63 milhões de pessoas estão negativadas.

Saber gerir o dinheiro desde cedo, garante que lá na frente, essa mesma pessoa não sofra o mesmo que muito de nós passamos. Contas atrasadas, dinheiro curto, tira de uma despesa e coloca em outra e assim gira a vida. Por aí é assim?

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Então fique ligado, você que tem filhos ou crianças pequenas na família, pode ajudar muito. Que tal mudar a vida de uma pessoa lá na frente? Os pequenos precisam de você nessa, desperte o interesse neles! 

Por que falar de educação financeira infantil?

Como lembrado no começo do texto, a maior preocupação são os dados que revelam a alta negativação no país. Uma pesquisa do SPC do ano de 2017 revela que 62% dos brasileiros não guardam dinheiro.

Ou seja, cada vez mais os adultos encontram dificuldade em manter um equilíbrio financeiro.

E será que a culpa é mesmo do salário? Será que ganhar um aumento vai resolver de vez os seus problemas? Olha, certamente o problema disso não é só relacionado aos ganhos, mas sim como gerir a vida financeira.

Aproveitar a infância, é garantir que o aprendizado seja mais rápido e fácil também. A criança ainda não tem contas e nem responsabilidades (financeiramente), mas existem meios de exercitar esse espírito de economia.

E não é sobre tornar uma criança “pão dura” não, nem tão pouco egoísta ou qualquer coisa do tipo. É ensinar o valor do dinheiro cada vez mais cedo, que o que ela recebe, os pais ou familiares trabalham duro para conquistar.

“Nossa! Que chato falar isso em casa hein!?” Aí que você se engana. Diferente do que ensinar um adulto a poupar, pode ser bem divertido falar sobre educação financeira, além de criar laços!

Tem hora certa de falar sobre o assunto com as crianças?

O quanto antes melhor. A criança quando já tem aquele grau de bom entendimento das coisas, sabe contar e pode começar a ganhar uma mesada para suas pequenas coisas, esse é o momento certo.

Para começar a introduzir o assunto, seja leve, afinal estamos falando com crianças que ainda não sabem direito como funciona esse negócio de dinheiro.

Você já ouviu falar do canal Turma da Bolsa? É um canal da B3 (Bolsa de Valores) no Youtube. De maneira divertida, a criança aprende com vídeos sobre educação financeira infantil.

Além desse, existem diversos canais e formas de colocar o assunto no cotidiano familiar.

Como falar sobre educação financeira infantil e tornar um adulto consciente?

A mesada é um bom começo da educação financeira para crianças. É uma forma de mostrar na prática como ganhar e economizar.

Estipular uma mesada para seu filho é importante. Mas, fique atento, esse ato, deve ser entendido que não se trata de um prêmio por ter estudado ou ajudado em casa.

Esse estímulo deve ficar claro como uma gratificação pelas obrigações. É como se o pequeno alcançasse um objetivo e não como um simples dinheiro.

Mesada sem obrigações acaba retardando o efeito da educação financeira. O dinheiro não pode ser pensado desde cedo como uma coisa que vem fácil – ele depende do seu esforço e dedicação.

Não fique preocupado com o valor da mesada. A situação pode não ser tão fácil no momento. O valor não é o mais importante nesse momento. Analise suas condições e ofereça um valor fixo mensal.

Economia

O propósito de ganhar mesada, deve seguir a de economizar. No primeiro momento, para a criança ter esse gosto de poupar, oferecer uma recompensa é um bom caminho. Esse ato, fortalece a educação financeira infantil.

Ou seja, se você deu uma mesada para ela e combinaram de economizar um determinado valor, quando conseguir, ganha um passeio ou um simples presente.

Nada de muito caro, aliás, queremos ensinar que existe um lado bom de economizar, e não que isso é uma forma de se comprar a disciplina dela.

Incentive o uso de cofrinho 

O recomendado para os menores, ainda é o bom e velho cofrinho. Desde pequenos, eles aprendem a economizar e guardar o dinheiro. Esse método tende a funcionar bem, pois fica visível o empenho e incentiva a deixar cada vez mais “pesado”.

Tente fazer desse costume, algo divertido. Sente-se com seu filho para colocar as moedinhas no cofrinho, elogie quando tiver guardado bastante dinheiro. Caso o resultado tenha sido menos do que o esperado, o encoraje e veja junto com ele o que pode ter acontecido e não repetir mais.

Técnica de dividir a mesada em três

Fica muito mais fácil falar de educação financeira quando a criança sabe o quanto pode gastar e separar o quanto pode desembolsar para cada finalidade. Nossa dica é separar a mesada em três.

Tenha três cofrinhos: um chamado gastos, outro desejo e o último sonho.

No primeiro cofrinho, o dos gastos, é aquele que a criança pode gastar com um lanche, um sorvete, ingresso do cinema com os amigos… Ou seja, tudo aquilo que não é planejado.

Já o dinheiro reservado para os desejos, são aqueles gastos em médio prazo. Algum brinquedo mais caro, por exemplo.

E o dinheiro do sonho, são para aquelas compras a longo prazo, que necessitam um pouco mais de tempo e investimento. Um eletrônico, uma viagem da escola, etc.

Claro que os pais podem ajudar. Mas, é importante lembrar que, você pretende ensinar educação financeira para crianças, e fazer com que elas conheçam o valor do dinheiro.

Ela não pode criar a sensação de que as coisas vêm fácil. Ah, fica a dica para você, adulto ou jovem, também separar os seus gastos. Garanto que fica mais fácil se organizar e ajuda a não gastar com outras coisas.

Erros que devem ser evitados

Na hora de falar sobre educação financeira infantil, alguns problemas podem surgir. É importante se atentar para alguns detalhes antes de começar. Separei um dos mais comuns, confira:

  •         Dar tudo o que a criança pede
  •         Dar mais dinheiro se acabar o dela
  •         Comprar o bom comportamento
  •         Se estressar com a criança se ela quiser gastar

Tenha em mente que a criança ainda está começando a entender e que pode não ser tão fácil que ela compreenda a economia. Por isso, tenha persistência e converse com calma, de uma forma que seu filho possa entender.

Não adianta nada falar palavras difíceis ou sobre investimentos que não sejam para a idade delas. Lembre-se que, brincadeira, desenhos e dia a dia são os melhores incentivos.

Educação financeira não é só sobre dinheiro

Para que seu filho cresça sabendo o valor do dinheiro, mas não viva em função disso, cuidado para que esse trabalho não pareça um caminho fundamental para sobrevivência.

O dinheiro deve servir para suprir nossas necessidades e também trazer momentos de lazer junto às pessoas que gostamos.

Procure deixar isso claro para eles. O dinheiro é recompensa de nosso trabalho e não deve servir como guia de nossa vida. Mas, ao mesmo tempo é importante saber administrar para que a saúde financeira ande bem.

Gostou das dicas de hoje? Quero saber se aí na sua casa também tem criança e se você já fala sobre dinheiro com elas. Tem dicas para você também que já é grandinho aqui no nosso blog. Aguardo você em outros conteúdos!

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Leonardo Jacomini

Jornalista e Produtor de Conteúdo Multimídia. Gosta de escrever sobre dicas úteis para o dia a dia, ainda mais quando o tema é economizar. Adora livros e assistir filmes e séries em seu tempo livre.

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