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Gestão financeira: um guia completo para sua empresa

Camila SilveiraPublicado em

Toda empresa deseja contar com a ajuda de uma boa gestão financeira e garantir que o negócio terá dinheiro o suficiente para se manter ativo. Com o propósito de você, criamos esse guia completo, que vai te ensinar a realizar desde o planejamento até a execução e medição dos resultados referentes ao seu negócio. Vamos começar?

Você encontra nesse artigo:

Saiba qual é a importância de uma gestão financeira

Os benefícios de uma gestão financeira são muitos, afinal, ela permite uma administração correta de recursos e, ao mesmo tempo, viabiliza os investimentos, crescimento e fortalecimento de uma determinada empresa. Além disso, com uma boa gestão, é possível evitar desperdícios em aspectos gerais e, como resultado, maximizar os esforços e resultados.

Como realizar um planejamento adequado para a sua empresa?

Para que a gestão financeira de sua empresa seja eficiente e assertiva, é necessário, primeiramente, realizar um planejamento bastante adequado. Portanto, comece determinando alguns pontos que vamos citar logo abaixo.

1. Trace objetivos

Para que você consiga alcançar todas as metas de sua empresa, como por exemplo: diminuir legalmente o pagamento de impostos, os custos operacionais, entre outros, é necessário, primeiramente, estabelecê-las. Dessa forma, você conseguirá organizar e visualizar com clareza todas as suas estratégias, e assim, alcançá-las com maior assertividade.

2. Tenha estratégias financeiras

Ao determinar quais serão as suas estratégias financeiras, você poderá aproveitar diversas ferramentas de gestão, como o mapeamento de processo, para alcançar os seus objetivos com maior facilidade. Se você ainda não conhece esses procedimentos, fique tranquilo, pois no decorrer do artigo iremos explicar de forma simplificada.

3. Determine métricas

As métricas são importantes para você acompanhar os resultados de suas ações. Elas indicam a necessidade de mudanças ou a efetividade de determinadas estratégias que você implementou para a sua empresa.

Outro elemento indispensável para a gestão de seu negócio é o orçamento, afinal, ele mostra como os recursos devem ser divididos dentro de uma determinada empresa, o que é extremamente vantajoso. Dessa forma, é possível priorizar as tarefas e os setores que são cruciais para a sua companhia.

O planejamento e orçamento devem andar lado a lado, pois eles serão responsáveis por controlar as finanças do negócio, impedindo gastos desnecessários ou a escassez de recursos para partes importantes da empresa.

Organização e ferramentas de gestão financeira: entenda

Como dissemos anteriormente, o uso de ferramentas de controle e acompanhamento é essencial no momento de gerir a sua empresa financeiramente. Conheça os três elementos mais importantes, que vão te ajudar, e muito, nessa missão!

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa nada mais é que o movimento de entradas e saídas do caixa de uma determinada empresa, ou seja, o que você recebe e paga em seu próprio negócio. Para ter um bom controle nesse sentido, é necessário registrar todas as receitas e despesas da companhia mensal ou semanalmente, com a ajuda de instrumentos de verificação e análise.

Ao realizar esse levantamento, que é uma ação básica e indispensável para uma boa gestão financeira, é possível contar com uma verdadeira base de dados. Dessa forma, você conseguirá visualizar os recursos que possui para tomar as melhores decisões possíveis e o melhor de tudo: dentro de suas condições financeiras.

Capital de giro

Já o capital de giro representa todos os recursos financeiros que sua empresa possui para arcar com os custos operacionais, como aluguel, impostos, compras de estoque, entre outros. Portanto, se uma corporação não possui capital de giro, não sabe como funciona e tem muitas despesas, ela terá poucas chances de se manter em funcionamento.

Uma empresa que controla todas as suas finanças e sempre tem um valor disponível para cobrir todos os seus gastos não terá prejuízos.

Exatamente por isso que é importante ser um administrador de qualidade, que garante o controle do capital de giro para o funcionamento do negócio, pois, dessa forma, você conseguirá liquidar suas dívidas em um curto período de tempo, fazer investimentos a longo prazo e o melhor de tudo: manter o caixa no azul.

Precificação

Outro elemento indispensável para a gestão financeira é a precificação, até porque é por meio do preço dos produtos e/ou serviços que há a entrada de capital em uma empresa. Como é a principal forma de entrada de recursos, é mais que necessário definir o preço de maneira correta, pois dessa forma, o negócio garantirá uma boa gestão financeira.

Para precificar corretamente, é necessário levar em consideração os custos fixos e variáveis para a oferta do produto/serviço + a margem de contribuição, que significa a lucratividade desejada.

Margens muito pequenas podem trazer prejuízos para a remuneração do proprietário e para o investimento do negócio, porém margens muito grandes podem acabar com a competitividade. Sendo assim, a precificação deve ser ajustada de modo com que ela fique otimizada, oferecendo recursos para a empresa.

Como receber pagamentos?

Para receber, primeiramente, é essencial determinar as formas de pagamento que a sua empresa oferecerá. Como em nosso país, o pagamento a prazo é uma das opções mais usadas, o seu negócio deve levar isso em consideração. No entanto, antes de oferecer diversas formas de pagamento, realize uma análise adequada de acordo com o seu público consumidor.

Mesmo que seja um pagamento realizado por boleto, cartão de crédito, crediário, cheque ou transferência bancária, é indispensável que essa escolha faça parte de sua gestão financeira, que leva em conta os custos, as vantagens e os riscos de cada opção.

Como empreendedores recebem dinheiro

Geralmente na forma pró-labore, essa parcela deve estar prevista no planejamento da gestão financeira de uma empresa. Resumidamente, o pró-labore é determinado no contrato social e pode ser substituído pela distribuição de lucros para acionistas, se for o caso.

Vale lembrar que essa remuneração deve ser tratada com cuidado para que o empreendedor consiga se sustentar. Porém, se ela for muito grande, consumirá recursos que poderiam ser voltados para investimentos dentro da empresa, comprometendo o seu funcionamento e sua continuidade.

Portanto, é fundamental que a empresa escolha corretamente a forma de remuneração para empreendedores ou sócios, já que existem limites definidos dependendo da atividade e do faturamento da companhia.

Em muitos casos a distribuição de lucros pode ser mais vantajosa que a opção pró-labore. Faça uma pesquisa e veja qual dessas opções é ideal para a sua empresa.

Impostos, perfis tributários e burocráticos

Primeiramente, devemos lembrar que o perfil tributário da empresa deve ser escolhido de maneira correta, caso contrário, ela precisará pagar mais impostos do que deve. Além disso, o cuidado com a parte de tributos é essencial porque isso impedirá que a empresa tenha problemas em relação à sua regularidade fiscal. Conheça os três principais perfis tributários.

Simples Nacional

O Simples Nacional é indicado para empresas que possuem faturamento anual de até R$ 3,6 milhões e que façam parte das atividades permitidas. O pagamento de oito impostos é realizado em uma só guia e de maneira mais em conta.

Lucro Presumido

O Lucro Presumido é indicado para empresas que possuem o faturamento anual de até R$ 78 milhões e que inclui a incidência de imposto sobre uma porcentagem de lucros. É mais usado por companhias com alta lucratividade, que geram economia.

Lucro Real:

O Lucro Real é obrigatório para empresas que possuem o faturamento acima de R$ 78 milhões e exige o registro de todas as movimentações e lucros do negócio. Mesmo que exija maior controle contábil, ela pode ser uma boa opção para empresas que não tenham tanta lucratividade e que não se encaixam no Simples Nacional.

O que fazer na gestão financeira?

  • Não misture finanças pessoais com finanças empresariais;
  • Tenha um setor na empresa especializado em finanças;
  • Não trate contas a receber como contas já recebidas;
  • Registre toda a gestão financeira para que possa ser acompanhada;
  • Faça um acompanhamento frequente da gestão;
  • Tenha um planejamento financeiro;
  • Use ferramentas financeiras corretas;
  • Tome decisões que estejam de acordo com as condições da empresa;
  • Tenha muita disciplina para manter a gestão do negócio;
  • Continue se atualizando e aprendendo sobre essa gestão.

Descomplicamos?

Esperamos ter ajudado você com esse conteúdo. Em caso de dúvidas ou sugestões, deixe um comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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