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CDI, SELIC ou IPCA: Conheça os Indexadores dos Investimentos

Por Thais SouzaPublicado em

Mais conhecidos como taxa de reajuste, os indexadores financeiros têm grande peso na economia e também nos seus investimentos. Quem quer investir deve entender como funciona cada um deles, já que afetam diretamente na rentabilidade.

Neste artigo você vai conferir o que são esses indexadores, de que forma eles influenciam no planejamento dos investimentos e quais os principais tipos: CDI, SELIC e IPCA.

O que você procura?

O que são indexadores financeiros?

Os indexadores financeiros ou indicadores macroeconômicos são taxas de referência utilizadas para acompanhar o desempenho da economia. A função deles é acompanhar a atividade econômica, avaliando tendências de consumo e disponibilidade de crédito no país.

Com o acompanhamento dessas variações e tendências, os indexadores são utilizados para reajuste de valor de contratos, como de aluguel e juros de empréstimos e financiamentos.

Exemplo: um contrato de aluguel que usa o IGP-M como índice de reajuste terá uma correção anual de valor de acordo com as variações do indexador.

Como os indexadores influenciam nos investimentos?

Como podemos notar, os indexadores econômicos influenciam a vida dos consumidores em diversos aspectos, seja no salário, valor do aluguel, precificação de produtos, taxas de juros de crédito e até nos investimentos.

Os indexadores financeiros são utilizados para previsão da rentabilidade dos investimentos de Renda Fixa, como:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Tesouro Direto;

Se você encontrar algum investimento que rende 100% do CDI, sofre variação do IPCA ou acompanha a Selic, isso quer dizer que eles usam esses indicadores para definir o rendimento da aplicação.

Classes de investimento e indexadores financeiros

Confira como funciona cada classe de investimentos e como os indexadores financeiros impactam cada uma delas.

Investimentos prefixados

Os investimentos prefixados são aqueles em que o investidor conhece a rentabilidade, ou seja, o lucro que terá desde o momento em que aplica o dinheiro.

Neste caso, o investidor escolhe uma aplicação que renderá uma porcentagem do indexador. Esse valor não muda. Portanto, não há influência direta dos indexadores em investimentos prefixados, já que eles não variam.

Investimentos pós-fixados

Já os investimentos pós-fixados sofrem mais com a influência dos indexadores. Nesse tipo de aplicação, o investidor escolhe um indexador, mas ele só irá atuar no valor do investimento quando o dinheiro for resgatado, ou melhor, na data de vencimento da aplicação.

A rentabilidade do investimento vai depender das variações da Selic ou da inflação durante todo o período em que o valor ficou aplicado. Caso esses indexadores estejam em alta, o rendimento será maior.

Investimentos híbridos

As aplicações híbridas são aquelas que misturam dois tipos de taxas: pré e pós-fixadas. Dessa maneira, o investimento terá um valor fixo, mas também sofre alterações por conta da taxa pós-fixada.

Quais são os 3 principais indexadores econômicos?

No mercado de investimentos existem 3 principais indexadores de aplicações de Renda Fixa. Conheça e entenda suas diferenças.

Taxa Selic

O Sistema Especial de Liquidação e Custódia, Selic, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é usada pelo Banco Central para controlar a inflação e também as operações ligadas a títulos de âmbito federal.

O principal investimento que usa a Selic como indexador da rentabilidade é o Tesouro Selic, um título emitido pelo governo. Além disso, a Selic também serve como referência para o valor da taxa DI que conheceremos a seguir.

CDI

A sigla CDI vem de Certificado de Depósitos Interbancários. Basicamente, essa taxa é usada pelos bancos quando eles fazem empréstimos entre si. Ela acompanha as variações da Selic e também serve como um indexador de investimentos.

O principal investimento que usa a taxa DI como indexadora é o CDB. Quando a Selic e o CDI estão baixos, os rendimentos de investimentos de Renda Fixa também serão baixos.

O índice é utilizado como referência para a maioria dos títulos privados, ou seja, os emitidos pelos bancos, como CDBs, LCIs, LCAs, LCs, fundos DI e debêntures.

IPCA

O Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação do país. Ele é medido mensalmente pelo IBGE e sua função é acompanhar a variação de preços de produtos.

Além disso, a inflação impacta todos os investimentos de Renda Fixa, já que para render algum lucro, os juros devem estar acima da inflação.

Os principais investimentos que utilizam o IPCA como indexador são: Tesouro IPCA, CDBs, CRIs e debêntures.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual o melhor indexador para investir?

Não existe um indexador melhor que o outro. O que vai dizer qual será a melhor opção para seu investimento serão as variações. Por exemplo: se você investe no Tesouro Selic e a taxa Selic está em alta, esta será a melhor opção para lucrar.

Quais são os principais indexadores?

Os principais indexadores de investimentos são: CDI, IPCA (o índice que mede a inflação) a taxa Selic, taxa básica da economia brasileira e o IGP-M.

Qual é o indexador do CDB?

O CDB normalmente possui o indexador DI. No entanto, também é possível encontrar opções de CDB que acompanham o IPCA, a inflação.

Por que é importante acompanhá-los?

É importante saber a qual índice a aplicação está indexada e acompanhá-los de tempos em tempos para verificar o que mudou. Esse alerta vale principalmente se você está pensando em fazer o resgate antes do vencimento do título.

Isso porque, nesses casos, o rendimento dos títulos vão variar conforme a taxa paga no período. Ou seja, se ela for mais baixa do que a contratada, a pessoa terá prejuízo.

Descomplicamos?

Agora que você já conhece os indexadores dos investimentos de Renda Fixa, que tal conferir o artigo completo que separamos para você investir:

Até a próxima!

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Thais Souza

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos relacionados a investimentos e empréstimos e acredita que esse tipo de conhecimento pode mudar a vida das pessoas. Busca impactar a vida dos usuários que buscam resolver um problema ou conhecer melhor um produto ou serviço financeiro.

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