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O Guia Completo de Noções Básicas de Investimento para Iniciantes

Sabrina VansellaPublicado em

Começar no mundo dos investimentos pode parecer um desafio, mas, na verdade, é mais simples do que você imagina. Com um conhecimento básico sobre investimentos e uma pequena quantia em dinheiro já é possível lucrar com ativos de Renda Fixa. Neste guia completo você vai conferir quais os melhores investimentos para iniciantes e como criar estratégias assertivas para fazer seu dinheiro trabalhar para você.

Você encontra nesse artigo:

O que é investimento?

Você deve estar ansioso para entender como começar a investir, mas antes de iniciar nessa jornada é importante entender o conceito de investimento.

Basicamente, investir é aplicar capital com a expectativa de um benefício futuro. Ou seja, ao separar o seu dinheiro para determinado objetivo, você espera que ele traga um retorno positivo com bons rendimentos.

Qual a melhor maneira de começar a investir?

Antes de entrar no mundo dos investimentos, é importante que você conheça alguns conceitos básicos sobre aplicações financeiras para não ter dúvidas durante o processo.

Quem está começando deve, primeiramente, entender seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além de conhecer as principais aplicações financeiras para cada perfil de investidor.

Conceitos básicos de investimentos para iniciantes

Como dito anteriormente, entender alguns conceitos básicos sobre o mercado financeiro é essencial para investir sem erros. Abaixo separamos alguns dos mais importantes:

Juros compostos

Quando alguém investe um dinheiro, o retorno, ou seja, o lucro do investimento é resultado da ação dos juros compostos sobre o valor.

Pense em uma dívida: uma pessoa que fica devendo na fatura do cartão de crédito terá que pagar juros altíssimos com o passar do tempo. Ao contrário do que acontece com as dívidas, no investimento, ao invés de pagar você recebe juros por ter deixado seu dinheiro aplicado.

De forma prática, os juros funcionam como um "aluguel" do dinheiro investido. É por meio dele que o valor aplicado pode ser multiplicado.

Liquidez

A liquidez de um investimento nada mais é que o tempo que o investidor precisa esperar até que o valor aplicado se transforme em dinheiro disponível para resgate, sem a perda do rendimento.

Este termo é muito importante para investidores iniciantes, pois este perfil tende a querer resgatar o valor em um prazo menor.

Um investimento de baixa liquidez é aquele que demora muito tempo para transformar o valor investido em rendimentos, como é o caso de investimentos em imóveis.

Já os investimentos de Renda Fixa costumam oferecer alta liquidez. Isso quer dizer que você pode retirar o dinheiro a qualquer momento sem perder nada do que já rendeu ou então fazer o resgate em um curto período, normalmente até 2 anos.

Renda fixa

A Renda Fixa é uma categoria de investimentos cuja principal característica é a previsibilidade dos lucros. Basicamente, ao investir em ativos de Renda Fixa, você saberá, no momento da aplicação, qual será o rendimento do investimento.

Por conta disso, os ativos de Renda Fixa são considerados muito seguros e altamente recomendados para investidores iniciantes.

Dentro da Renda Fixa ainda existem dois tipos de ativos: os privados e os públicos. Os títulos privados são emitidos pelos bancos, como CDBs, LCI e LCA, enquanto os públicos são emitidos pelo governo, como é o caso do Tesouro Selic e Tesouro IPCA.

Rendimentos

Os rendimentos de um investimento são os lucros que o investidor terá ao deixar o dinheiro aplicado em certo ativo. Para descobrir quanto você lucrou ao investir, basta subtrair os custos operacionais da receita inicial.

Indexadores financeiros

Os indexadores financeiros são taxas da economia do país utilizadas para vários setores, como precificação de produtos, juros de empréstimos e financiamentos e até correção de valores de contratos de aluguel.

Entretanto, os indexadores não servem apenas para isso. Eles também são utilizados para medir o rendimento dos investimentos. Conheça os principais indexadores financeiros:

  • IPCA: Índice oficial de inflação no Brasil medido pelo IBGE. É a taxa oficial de inflação do Brasil. O investimento mais popular que segue este indicar é o Tesouro IPCA;
  • Selic: taxa básica de juros da economia brasileira. Dentre os principais investimentos que seguem a Selic estão: a poupança e o Tesouro Selic;
  • Taxa DI ou Taxa do CDI: é uma taxa de juros usada diariamente pelos bancos em empréstimos interbancários, mas que também serve de índice para investimentos, como o CDB, por exemplo.

Remuneração

Além de conhecer as aplicações financeiras, também é necessário entender como será o modelo de remuneração delas. Isso é possível através dos termos:

  • Juros prefixados: o investidor saberá exatamente quanto o dinheiro irá render no final do prazo acordado;
  • Juros pós fixados: o investidor não consegue saber exatamente quanto vai receber ao investir na aplicação, já que esse tipo de investimento segue um indicador econômico, como o CDI, e acompanha suas variações;
  • Renda fixa híbrida: são investimentos que misturam os juros préfixados e pós-fixados. A aplicação segue um índice de mercado acrescido de uma taxa prefixada anual fixa.

Dicas para quem vai começar a investir

Querer é o primeiro passo, mas existem outros pontos que merecem sua atenção antes de começar a investir. Confira:

Separe uma quantia do seu dinheiro para investimentos

Ao invés de usar o que resta da sua renda para investir, estabeleça uma meta mensal de quanto dinheiro pode ser utilizado para esse objetivo e poupe a quantia que foi determinada.

As regras de bolso são uma ótima forma de promover a organização financeira. O método 50-30-20 é bom para quem tem dificuldade em organizar os gastos e despesas. Com ele você consegue estabelecer uma quantia mensal de gastos para cada área da vida.

Por exemplo: 50% da sua renda será reservada para gastos essenciais, já 30% será responsável por suprir os seus desejos pessoais e 20% poderá ser usado para quitar suas dívidas e incluir os investimentos financeiros.

Claro que essas regras de bolso podem ser adaptadas em algumas situações, mas é preciso estar comprometido com o que foi estabelecido para realmente ter uma boa saúde financeira.

Pague suas contas corretamente

A maioria dos investimentos iniciais não conseguem oferecer rendimentos maiores do que as taxas de juros cobradas em contas atrasadas. Sendo assim, antes de começar a investir é preciso que você pague os seus débitos como: financiamentos, empréstimos, crédito rotativo, entre outros.

Caso não tenha toda a quantia necessária para pagar as dívidas, negociar com os bancos é a principal solução. Algumas instituições financeiras estão abertas à negociação, visto que o país está passando por uma grande instabilidade econômica.

Ter uma vida financeira mais organizada vai permitir que os seus objetivos sejam mais simples de serem conquistados, sem preocupações extras com taxas e dívidas.

Evite instituições financeiras que cobram taxas

Atualmente existem várias instituições financeiras que não fazem cobranças de taxas. Mesmo que pareça um valor simbólico, qualquer quantia que pode ser poupada, deve ser poupada.

Hoje você pode negociar a anuidade do seu cartão de crédito em vários bancos. Se ainda não conseguir ficar livre das taxas, considere abrir uma conta digital.

As principais contas digitais não cobram mensalidade, permitem que você faça transferências e saques gratuitos e ainda oferecem diferentes benefícios úteis para o seu dia a dia.

Antes de investir, faça uma reserva de emergência

A reserva de emergência é responsável por não permitir que você fique endividado caso aconteça algum imprevisto. Por isso, a quantia recomendada que você deve ter para te amparar, é entre 6 e 12 vezes dos seus gastos mensais.

Para dar o primeiro passo, você pode colocar a quantia que conseguir por mês e começar a entender quais despesas mensais podem ser cortadas ou diminuídas.

Atualmente não é mais viável que a sua reserva de emergência fique na poupança, pois os rendimentos são baixos e, até mesmo, menores do que o índice de inflação do país.

Portanto, é indicado que o seu primeiro investimento seja a sua própria reserva de emergência, mas ela deve estar em um lugar seguro e com liquidez diária que permite sacar o dinheiro a qualquer momento.

Por isso, os ativos mais recomendados para colocar a sua reserva de emergência são os de Renda Fixa. Eles são considerados seguros, porque permitem que você tenha uma previsão de qual será o rendimento da quantia investida, além de ter baixas chances de inadimplência. Conheça as principais opções:

  • Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com liquidez diária;
  • Tesouro Selic;
  • Fundos de Renda Fixa Referenciados (DI);
  • Contas que rendem pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Defina seus objetivos

Os objetivos são essenciais para que você saiba onde quer chegar e se sinta motivado a continuar a investir. O principal erro do investidor iniciante é não fazer uma lista com as metas que deseja atingir.

Para se organizar e entender qual será o investimento feito, é indicado que você comece a listar o que gostaria de realizar em curto (até um ano), médio (até cinco anos) e longo prazo (acima de cinco anos).

A partir disso, será possível buscar ativos com características que te aproximam de atingir determinado objetivo da sua lista.

Descubra o seu perfil de investidor

Cada corretora de investimento faz uma análise para entender quais são as suas necessidades como investidor. Essa análise determina o quanto você está disposto a correr riscos e consegue manter as aplicações das empresas adequadas ao seu perfil.

Existem três principais termos utilizados para definir o perfil de investidor, são eles: o conservador, moderado e arrojado. Para ficar claro, vamos abordá-los algumas informações extras, veja:

  • Investidor conservador: geralmente, esse perfil é direcionado para investidores iniciantes que evitam comprometer o seu patrimônio e não querem assumir riscos;
  • Investidor moderado: nesse caso, o investidor não abre mão da segurança, mas possui maior tolerância a riscos;
  • Investidor arrojado: esse perfil assume maiores riscos em busca de maior rentabilidade.

Onde investir para cada objetivo?

A maioria dos objetivos financeiros precisam de planejamento e tempo para serem realizados. Por esse motivo, você deve ficar atento ao tempo de liquidez nos ativos e alinhar isso com a meta que deseja atingir.

Resumidamente, a liquidez é a capacidade de transformar um ativo em dinheiro. Portanto, ativos com menor liquidez demoram mais tempo para serem resgatados. O que não é necessariamente uma coisa ruim, caso o destino do investimento seja para aposentadoria, por exemplo.

Como você já descobriu o seu perfil de investidor, basta escolher ativos que estejam atrelados a esses ideais. Para te ajudar, selecionamos os principais ativos para alguns objetivos como:

  • Compra da casa ou apartamento: Tesouro IPCA, CDB, LCI, LCA, Fundos Multimercado, Fundos de Ações;
  • Viagens e turismo para daqui dois anos: CDB, LCI, LCA e fundos de Renda Fixa;
  • Compra de carro ou moto em quatro anos: CDB, LCI, LCA e fundos de Renda Fixa;
  • Previdência para os filhos: Tesouro IPCA+;
  • Independência financeira: diversificar de acordo com o seu perfil.

Abra uma conta em uma corretora de investimentos

Agora que você já descobriu quais são seus objetivos e o seu perfil de investidor, chegou o momento de conhecer as corretoras de investimentos.

A corretora de investimento é uma instituição que te dá acesso ao mercado financeiro, geralmente, sem cobranças de taxas de manutenção ou outras.

Basicamente, essa instituição permite que você tenha um catálogo maior de aplicações e conte com rentabilidades mais atrativas, diferente dos bancos tradicionais que não são especializados em produtos para investidores e oferecem somente uma opção de CDB.

Além de que os bancos tradicionais não costumam ser totalmente transparentes com seus clientes e oferecem as melhores opções de aplicações para os investidores premium.

Qual a melhor corretora de investimentos?

O processo de escolher uma corretora de investimentos é semelhante ao de abrir uma conta digital. Ou seja, é preciso comparar os serviços e benefícios e ver qual a melhor opção para você que esteja alinhada com os seus objetivos.

Para tomar essa decisão, você deve saber o que está buscando dentro das corretoras de valores, ou seja, quais são os ativos de seu interesse. No presente, existem corretoras de valores que são confiáveis e oferecem central de atendimento online.

No entanto, é preciso ter atenção para não cair em nenhum golpe e acabar escolhendo uma empresa que se passa por corretora de valores. Para evitar isso, é indicado que você confira se a corretora escolhida está na lista da CVM antes de abrir uma conta.

Está preparado para começar a investir?

Esperamos que você se sinta preparado para começar a investir após a leitura desse artigo. Mas, se ainda restar alguma dúvida, manda aqui nos comentários para nós. Até a próxima!

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Sabrina Vansella

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos noticiosos e sobre dicas financeiras. Procura simplificar e melhorar a qualidade de vida dos usuários e, para isso, preza por uma pesquisa assídua e uma escrita clara.

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