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Qual é a diferença entre marketplace e loja virtual?

Por Camila SilveiraPublicado em
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Os comércios digitais abrangem todas as categorias possíveis: esporte, eletrônico, cosmético, confecção e muito mais. Diversas empresas já estão presentes no universo online, mas ainda não entendem a diferença entre o marketplace e a loja virtual. Qual modelo de negócio é a melhor alternativa para o seu empreendimento? 

Como a maioria das pessoas adquiriram o hábito de fazer compras pela internet, muitas lojas tradicionais enxergaram o e-commerce como uma excelente oportunidade. Mas, o objetivo de atrair diferentes públicos e a forma de expor os produtos e serviços online são os principais fatores que impactam diretamente na decisão entre uma loja virtual e um marketplace

Qual é a diferença entre marketplace e loja virtual?

Pode parecer que é tudo a mesma coisa, afinal, basta expor os produtos e vendê-los, correto? Errado! Os dois modelos de negócio podem até possuir o mesmo objetivo de fazer transações online, mas existem grandes diferenças que devem ser consideradas no momento de elaborar as estratégias. 

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Loja virtual

A loja virtual é aquela em que a marca vende os seus produtos online, acompanhando todo o procedimento, desde a compra até a entrega. O fator principal desse modelo de negócio é a certeza que o produto vendido pertence àquela empresa. Melhor dizendo, a marca só vende ao comprador o que ela tem em seu próprio estoque e que faz parte de seu rol de produtos.

Marketplace

Nessa modalidade, as plataformas online reúnem uma variedade muito mais ampla de produtos que pertencem à diversas lojas. O consumidor compra da marca que é dona daquele site e, ao mesmo tempo, os produtos das outras empresas. Dessa forma, o marketplace funciona como uma grande vitrine para as lojas exporem os seus itens.

Principais características da loja virtual e do marketplace

Apesar de ambas plataformas oferecerem diferentes propostas, é interessante saber como esses dois modelos conduzem suas atividades e como é o funcionamento de cada um deles. Essas diferenças ajuda no entendimento das escolhas de uma marca e melhor: pode despertar boas ideias para quem possui um próprio negócio

Investimento

No caso da loja virtual, ainda que ela seja pequena, há a demanda de determinados investimentos como a própria aquisição da mercadoria, a mão de obra, locais para armazenamento dos produtos, provedores logísticos de entrega e até mesmo para a plataforma que será necessária para a loja virtual.

Em contraste, o marketplace pode dispensar todos esses custos e ficar apenas com o investimento do site. Afinal, para se manter em funcionamento, basta mantê-lo ativo e gerenciar todas as operações. Além disso, não é necessário armazenar produtos e o número de colaboradores é menor. 

Operações logísticas 

Manter uma loja virtual requer operações logísticas como armazenamento, separação, preparo e envio das mercadorias. A gestão do estoque também se faz extremamente importante, pois evita maiores problemas com o consumidor. E, para tudo sair como planejado, também é necessário manter uma boa organização operacional. 

O marketplace não demanda nenhuma etapa de logística, isso porque só precisa expor os produtos de outras lojas. Sendo assim, ele apenas registra as vendas, repassa os valores às marcas parceiras e recolhe parte do negócio. Como resultado, o seu envolvimento é bem menor e dispensa essa operação.

Formas de pagamento

O cartão de crédito, boleto e a transferência bancária são as formas de pagamento mais tradicionais entre os brasileiros e isso não muda muito nos casos do marketplace e da loja virtual. 

No entanto, enquanto uns marketplaces oferecem a forma de pagamento tradicional, disponibilizando o checkout direto em seu site e se responsabilizando por cada compra, outros optam pelo redirecionamento. Neste caso, eles apenas expõem o produto e, na hora de fechar a compra, o consumidor é levado ao site da marca.

O redirecionamento pode provocar a desistência da compra, pois o consumidor percebe que não é aquela empresa que vende o produto diretamente. Mas, por outro lado, uma vez que o comprador fecha a compra no marketplace, ele tentará buscar uma solução junto a esse intermediador.

Alcance do público

Toda empresa possui seu nicho específico e, mesmo que não ofereça uma gama de produtos, ela tem entendimento sobre aquilo que vende. Por exemplo: uma marca especialista em produtos esportivos, jamais recomendará um site de sapatos. Em vista disso, essas lojas alcançam um público-alvo bem segmentado. 

Isso não acontece no marketplace, já que ele não se prende a um mercado específico. Isso pode até gerar mais alcance, mas não engajamento e fidelização de clientes. Portanto, como os usuários chegam nessa plataforma através de buscas pela internet, as chances deles não retornarem futuramente são altas. 

Qual é a melhor opção para o seu negócio?

A sua decisão deve vir a partir do entendimento que você tem do seu próprio negócio, considerando se ele atende um mercado amplo ou mais segmentado. Após isso, avalie os custos que cada modelo gera para escolher o mais adequado. Em linhas gerais, o importante é entender cada atividade empresarial para você poder aplicar em seu empreendimento.

Descomplicamos?

Esperamos ter ajudado. Se ficou com alguma dúvida, deixe um comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado. Pra ela o conteúdo perfeito precisa ser de fácil compreensão e responder todas as dúvidas dos leitores. “Acredito que os leitores da Foregon merecem saber tudo, até os mínimos detalhes. Espero que você, leitor, fique satisfeito com a leitura, que tenha esclarecido todas as suas dúvidas e, claro, que você volte sempre!”

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