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Renda Variável: guia completo para o investidor

Por Thais SouzaPublicado em

Para quem nunca se aventurou no universo da Renda Variável, é normal sentir medo antes de começar a investir em ações, por exemplo. E nós te entendemos perfeitamente, já que essa categoria envolve um maior risco e estratégias mais elaboradas, além de muito conhecimento do mercado. 

Mas, por outro lado, os investimentos em Renda Variável podem ter um rendimento muito maior em um espaço de tempo mais curto. Pensando nisso, preparamos este guia completo para você conhecer todos os detalhes. 

Renda Variável: o que é?

Como o nome já diz, a Renda Variável é uma categoria de investimentos em que os preços de aquisição variam de acordo com o mercado e, consequentemente, a rentabilidade também.

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Nesta categoria não é possível definir o quanto seu dinheiro vai render em determinado período. Por esse motivo, costumam ser aplicações de maior risco. Dentro dela existem vários tipos de aplicações, porém, as mais famosas são as ações e os Fundos de Investimento.

Principais investimentos em Renda Variável

  • Ações;
  • Fundos Imobiliários (FIIs);
  • ETFs;
  • Opções;
  • Câmbio;
  • Fundos de Investimento;
  • Criptomoedas.

Ainda existem vários outros tipos de ativos, mas esses aqui citados estão entre os mais conhecidos e negociados do mercado financeiro. 

Como funciona?

Ao contrário da Renda Fixa, na Variável o investidor não consegue saber antecipadamente qual será a rentabilidade, isto é, se você ganhará, perderá dinheiro ou se ficará na mesma situação, em relação ao total investido. Contudo, é possível identificar tendências e traçar estratégias que aumentem as chances de ganho e diminuam os riscos de perdas.

Principais investimentos em Renda Fixa 

Como dissemos anteriormente, a forma mais conhecida de investir em Renda Variável é por meio da compra direta de ações, mas essa está longe de ser a única forma de estar nesse mercado. Veja a seguir quais são as principais:

Ações

As ações são títulos vendidos por empresas, ou seja, representam um pedaço de uma companhia de capital aberto. Comprando uma ação, você se torna sócio da empresa, tendo participação nos lucros dela (dividendos), de acordo com a porcentagem de ações que você possui. 

O mercado é quem determina o valor da compra e venda das ações e as informações sobre a gestão da empresa que emitiu os títulos e as condições gerais da economia são fatores que afetam a alta ou baixa das ações. 

Para comprar ações o investidor deve abrir conta em uma corretora de valores. A partir daí, ele terá acesso a uma plataforma de negociação de ativos chamada de Home Broker.

O mercado de ações no Brasil possui uma alta liquidez, ou seja, o investidor tem boa flexibilidade para tomadas de decisões de entrada e saída do mercado.

Fundos Imobiliários

Você sabia que é possível investir em imóveis sem comprá-los? Os Fundos Imobiliários são investimentos em que se aplica em empreendimentos imobiliários. Ao comprar cotas de FIIs, o investidor se torna sócio do imóvel, recebendo uma parte do aluguel como lucro.

Na prática, você se une a outras pessoas e adquire cotas de grandes empreendimentos, como hotéis, shoppings e salas comerciais. Então, cada dono de cotas recebe um valor proporcional dos aluguéis, que é o rendimento do fundo.

Mas essa não é a única maneira de ganhar dinheiro com esse investimento. O investidor pode lucrar vendendo as cotas por um preço mais alto que o preço de compra.

ETFs

O Exchange Traded Fund, mais conhecido como ETF ou Fundos de Índices, é um fundo que é negociado na bolsa e é muito parecido com os Fundos Imobiliários.

Eles são fundos que replicam um índice do mercado, como por exemplo o Ibovespa, ou acompanham a performance de um dos setores econômicos. Sua função é oferecer aos investidores uma alternativa para aplicar em carteiras praticamente idênticas às principais referências do mercado.

A grande vantagem de comprar cada ação que faz parte do índice, no caso do Ibovespa, por exemplo, seriam mais de 60. Com os ETFs você compra uma cota de um fundo que vai refletir a performance dessas ações, o que torna a operação mais fácil e barata para o investidor.

O ETF, tanto de Renda Fixa como Variável, são opções muito interessante para quem quer ter uma estratégia de investimento passiva nesses mercados. 

Derivativos

Os Derivativos são instrumentos financeiros que têm um preço de mercado atrelado a outro bem ou instrumento financeiro.

Achou confuso? Imagine que você resolva comprar um contrato de dólar do mercado futuro. Nesse caso, o que você adquire não é a moeda em si, mas o direito à sua oscilação. Por isso dizemos que seu valor varia de acordo com outro ativo ou objeto.

Dentro dessa classificação podemos encontrar as opções e os contratos futuros de dólar ou de juros, por exemplo. A essência é sempre a mesma: um rendimento que depende do comportamento de outro produto.

Diferenças entre Renda Variável e Renda Fixa

Renda Fixa  Renda Variável
Retorno previsível Retorno imprevisível
Menor potencial de retorno Maior potencial de retorno
Baixo risco Alto risco 
Curto prazo  Médio e longo prazo
Poucas opções de aplicações Variedade de empresas em diferentes setores
Indicado para investidores iniciantes, os conservadores Indicado para quem já entende de mercado, de perfil moderado ou arrojado
Garantia do dinheiro pelo FGC (na maioria dos casos) Não tem garantia 
Retorno medido pelo CDI ou Selic Retorno medido pelo Ibovespa
Investimento simples com poucas variáveis Investimento complexo com muitas variáveis

O que saber antes de investir em ativos de Renda Variável?

Risco

Você deve ter percebido que a Renda Variável é bem diferente da Renda Fixa. Aqui, o risco não é uma opção, mas sim uma realidade. Por isso, os investidores conservadores costumam evitar essas aplicações.

A verdade é que, quanto maior o risco, maior será a possibilidade de ganhos. Mas, essa inconstância pode gerar insegurança nos investidores.

Obrigatoriedade de declaração no Imposto de Renda

Todo contribuinte precisa declarar investimentos em Renda Variável em seu Imposto de Renda. Ainda que não esteja enquadrado nos casos de obrigatoriedade de entrega da DIRPF, é seu dever declarar as operações na Bolsa de Valores e no mercado futuro, por exemplo.

Diversificação como estratégia para o sucesso

Por mais atrativas que sejam as rentabilidades oferecidas pela Renda Variável, não é viável colocar todo o seu dinheiro nesse tipo de ativo. Como não há garantia de retorno, a melhor estratégia é diversificar sua carteira e também contar com opções em Renda Fixa.

Capital necessário para começar a investir

Para começar a investir em Renda Variável não é necessário ter muito dinheiro disponível. Com as fintechs e consultorias de investimento online, essas aplicações estão se tornando cada vez mais acessíveis.

Descomplicamos?

Ficou com alguma dúvida sobre a Renda Variável e suas aplicações? Deixe seu comentário que a gente descomplica para você. Confira conteúdos relacionados:

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Thais Souza

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, se identifica com conteúdos relacionados a investimentos e empréstimos e acredita que esse tipo de conhecimento pode mudar a vida das pessoas. Busca impactar a vida de pessoas que buscam resolver um problema ou conhecer melhor um produto ou serviço financeiro.

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