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Reserva de emergência: guia completo

Camila SilveiraPublicado em

Mesmo que você tenha um excelente planejamento financeiro, imprevistos podem acontecer nos momentos mais inesperados e é exatamente por isso que ter uma reserva de emergência é tão importante.

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Para te ajudar a criar uma de forma eficiente, criamos esse guia completo que vai esclarecer todas as suas dúvidas.

Você encontra nesse artigo:

Por que ter uma reserva de emergência se o rendimento é baixo?

Apesar da reserva de emergência não oferecer uma rentabilidade boa, principalmente neste momento em que a taxa Selic está em 2% ao ano, precisamos entender que ela só deve ser utilizada por quem deseja guardar uma quantia de dinheiro em um lugar extremamente seguro para possíveis situações de emergência.

Quanto mais rentável, maior o risco

Além disso, é importante ressaltar que quanto maior a rentabilidade de um investimento for, maior é o risco de crédito. Ou seja, não adianta aplicar o seu dinheiro em ativos que oferecem excelentes rendimentos, como ações, fundos imobiliários e criptomoedas, se você pode acabar perdendo todo o valor da noite para o dia.

Saque quando achar necessário

Outra vantagem que a reserva de emergência oferece para quem deseja apenas guardar dinheiro é a liquidez diária. Isso significa que, se você aplicar uma quantia de R$ 100 em sua reserva de emergência hoje, e resolver retirá-la amanhã porque aconteceu um imprevisto, você conseguirá fazer isso tranquilamente.

Isso não acontecerá em fundos de investimentos que oferecem uma rentabilidade mais alta, pois esses ativos não oferecem liquidez diária. Ou seja, ao aplicar o seu dinheiro nesses fundos de Renda Variável você só conseguirá sacá-lo depois de um determinado prazo, que pode durar até mesmo cinco anos.

Portanto, entenda: o principal objetivo de criar uma reserva de emergência, mesmo que tenha um baixo rendimento, é ter uma margem de segurança para os momentos em que você precisar de dinheiro.

Quanto devo colocar na reserva de emergência?

Essa resposta vai depender das suas necessidades e condições, ou seja, você pode colocar a quantia que conseguir por mês. Mas, para isso, é essencial fazer:

  • Um bom planejamento financeiro;
  • Anotar as suas receitas e gastos mensais em uma planilha;
  • Checar quais despesas é possível diminuir ou cortar;
  • Aplicar o dinheiro economizado na reserva.

Contudo, o ideal mesmo é que você consiga acumular um valor equivalente entre seis e 12 vezes dos seus gastos mensais.

Por exemplo: se você gasta cerca de R$ 1 mil por mês, é interessante que tente acumular entre R$ 6 mil e R$ 12 mil na reserva. Mas é claro, como dissemos anteriormente, tudo isso vai depender das suas condições.

Essa quantia recomendada (entre seis e 12 vezes dos seus gastos mensais) serve para te amparar caso você perca o seu emprego futuramente ou aconteça algo extraordinário.

Afinal, se algo realmente vir a acontecer, você conseguirá viver um ano tranquilamente em aspectos financeiros, como se nada tivesse acontecido e o melhor: terá mais recursos para poder se reestabelecer.

Onde investir a reserva de emergência?

Bom, como dissemos, a reserva de emergência precisa ser extremamente segura e possuir uma liquidez diária para que você consiga sacar seu dinheiro a qualquer momento. Os ativos mais recomendados de Renda Fixa são:

A poupança você pode achar nos bancos tradicionais, como Caixa Econômica Federal, os CDBs é possível encontrá-los em bancos digitais, como no Nubank ou Banco Inter, o Tesouro Selic em qualquer corretora de investimentos e os Fundos DI com taxa zero nas seguintes plataformas:

  • BTG Pactual Digital;
  • Órama;
  • Pi;
  • Rico;
  • Vitreo.

Mas afinal, qual é o melhor ativo para aplicar a minha reserva de emergência?

Primeiramente, vamos começar falando da poupança. Essa que vamos comentar é a que considera aportes a partir de maio de 2012, pois foi quando a regra de sua rentabilidade mudou.

As pessoas que possuem depósitos anteriores a esta data não precisam se preocupar em deixar seus recursos na poupança, já que a sua rentabilidade está interessante nos dias de hoje.

Poupança como reserva de emergência

Apesar da poupança ser uma opção extremamente segura e oferecer boa liquidez, vale lembrar que o risco de crédito deste ativo não é zero, como o do Tesouro Selic, que é um título emitido pelo governo brasileiro.

E, mesmo que a poupança conte com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), devemos nos atentar a alguns pontos que são normalmente ignorados.

Apesar de ser isenta de Imposto de Renda, a poupança rende menos que 100% do CDI, do Tesouro Selic e Fundos DI com taxa zero.

Além disso, esse ativo conta com a data aniversário de cada aporte que funciona assim: se o cliente fizer um saque em qualquer dia que não for nesta data, todo o rendimento do mês será perdido.

Sendo assim, o CDB pós-fixado com liquidez diária que renda 100% do CDI já é uma opção melhor. Com ele, você poderá sacar o seu dinheiro a qualquer momento sem sofrer nada por isso.

Contudo, é importante não esquecer de que a rentabilidade precisa ser 100% do CDI, caso contrário, acabará sendo inferior que a do Tesouro Selic e dos Fundos DI com taxa zero.

Tesouro Selic como reserva de emergência

Caso a sua aplicação no Tesouro Selic seja de até R$ 10 mil neste ativo, a sua rentabilidade será semelhante a de um CDB a 100% do CDI, pois até esse valor não é necessário pagar a taxa de custódia de 0,25% ao ano.

O Tesouro Selic é um título emitido pelo governo brasileiro que paga uma rentabilidade próxima a da taxa Selic (2% ao ano). Por possuir liquidez diária e ser extremamente seguro, o dinheiro pode ser sacado diariamente sem risco de perda.

O ponto negativo do Tesouro Selic é que ele cobra uma taxa anual de custódia de 0,25% para investimentos acima de R$ 10 mil. Se os depósitos não ultrapassarem esse valor, essa taxa não é cobrada.

Fundo de Investimento como reserva de emergência

Já os Fundos de Investimento em Renda Fixa Referenciado DI, ou somente, Fundos DI são fundos que devem investir no mínimo 95% da carteira em ativos relacionados ao CDI e, pelo menos, 80% em títulos públicos federais ou ativos de Renda Fixa considerados de baixo risco de crédito.

A desvantagem é que os investimentos e riscos podem mudar de um fundo para o outro. Por isso, é sempre importante saber o que o gestor do fundo faz com o seu dinheiro para não sofrer maiores prejuízos.

Reserva de emergência precisa de segurança

Resumidamente, a reserva de emergência precisa estar aplicada em um ativo extremamente seguro e isso implica em uma rentabilidade menor.

Portanto, para saber qual das opções acima é a melhor, veja qual delas oferece maior segurança e aplique o seu dinheiro sem medos! Afinal, a reserva de emergência só tem uma única função que agora você já sabe qual é.

Gostou do conteúdo?

Esperamos ter ajudado você com esse conteúdo. Em caso de dúvidas ou sugestões, deixe um comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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