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Tudo o que você precisa saber sobre como investir em ações

Por Camila SilveiraPublicado em

A cada dia que passa, aumenta-se a quantidade de pessoas querendo entrar para a Bolsa de Valores brasileira (B3). Mas, com tanta gente nova entrando, é comum que muitos ainda não saibam como investir em ações.

O que significa investir em ações?

Investir em ações é o mesmo que comprar "pedacinhos" de uma ou mais empresas, e há diversas maneiras e estratégias para fazer isso. O mais comum é comprar ações por um preço, apostando que elas vão se valorizar no mercado e, no futuro, vender por um preço maior.

As ações são consideradas um investimento de alto risco, já que não existe uma garantia de rendimento (como acontece com a Renda Fixa). Isso porque o mercado pode variar muito de acordo com as compras e vendas que acontecem na Bolsa.

Apesar disso, no mundo dos investimentos, o risco geralmente acompanha o potencial de ganho. Ou seja, os investimentos considerados mais seguros tendem a render menos, enquanto investimentos mais arriscados podem gerar mais rentabilidade.

Tudo o que você precisa saber sobre como investir em ações

Antes de começar a investir em ações, o primeiro passo é conhecer um pouco mais sobre o mundo dos investimentos. Conheça nove dicas para iniciar essa jornada.

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1. Estude o mercado

O primeiro passo para você começar a investir é estudar a empresa e o nicho que ela atende. Isso também vale para outros tipos de investimento, incluindo os de Renda Fixa, como: títulos do Tesouro Direto e CDBs.

2. Determine o valor que investirá nas ações

Tão importante quanto estudar o mercado é determinar o valor que você irá investir nas ações. Lembre-se que no mercado de Renda Variável o seu investimento pode perder valor.

Sendo assim, é fundamental que o dinheiro que você usará para comprar ações não seja aquele que você utiliza para as suas compras do dia a dia, por exemplo. Por esse motivo, ter uma reserva de emergência com alta liquidez é bastante aconselhável.

3. Comece com o valor que preferir

Uma das grandes vantagens é que não existe um valor mínimo para investir em ações negociadas na Bolsa de Valores. A quantia investida dependerá do tipo de ação e da quantidade que você comprar.

Isso significa, portanto, que qualquer pessoa pode começar a investir, mesmo que seja com pouco. 

Um investidor, por exemplo, pode começar comprando um lote com 100 ações. Em todo caso, o valor dependerá da cotação da ação naquele momento. Se a ação estiver valendo R$ 10, seria necessário R$ 1 mil para fazer a operação.

É fato que se você encontrar uma empresa com ações valendo R$ 1, este será o seu valor mínimo para começar. No entanto, existem outras empresas que são negociadas a um valor maior e o investimento pode ficar mais caro.

Também é fundamental ficar atento com a taxa de corretagem, que basicamente é uma cobrança de algumas corretoras, para saber o quanto ela vai impactar no valor do seu investimento.

4. Qual o mínimo de ações que se pode comprar?

Para investir em ações, é necessário seguir alguns requisitos. No mercado à vista, no qual investidores compram e vendem ações no preço estabelecido no pregão, é preciso comprar no mínimo um lote composto por 100 ações.

Sendo assim, caso a pessoa queira investir em ações de uma empresa que custam R$ 10, ela deverá investir, no mínimo, R$ 1 mil.

No entanto, também existe a opção de comprar no mercado fracionário. Neste caso, a quantidade varia de uma a 99 ações. Pelo fato de grande parte do mercado negociar ações em lotes de 100, existe uma diferença no preço, além de poder ser mais difícil vender as ações futuramente.

5. Como investir em ações com R$ 100?

Como não existe um valor mínimo para investir em ações, é possível ter uma rentabilidade boa investindo R$ 100. Um dos fatores importantes para seus ganhos é manter a frequência desse investimento e o tempo em que seu dinheiro permanece investido em uma ação.

6. Escolha entre ação ordinária e preferencial

Existem dois tipos de ações de empresas negociadas na Bolsa de Valores: as ações ordinárias e as preferenciais. 

A ação ordinária é a mais comum do mercado e dão direito a voto em assembleias e reuniões extraordinárias. Já as preferenciais dão prioridade ao investidor quando a empresa distribui os lucros do ano.

Vale ressaltar que todas as empresas de capital aberto são obrigadas a distribuir, no mínimo, 25% dos seus lucros, mais conhecidos como dividendos.

7. Saiba o que é ticker

Ticker é o código de uma ação. Na prática, as ações ordinárias sempre possuem o número 3 no final do código de negociação. Por exemplo: PETR3, VALE3, entre outros.

Já as ações preferenciais contam com os algarismos 4,5,6,7,8 no final. Por exemplo: PETR4, VALE5, entre outros.

8. Entenda os tipos de operações

O investidor tem duas formas para aplicar em ações. Em uma operação normal, por exemplo, ele pode comprar o lote de ações hoje e vender em outro pregão. Este processo é conhecido como "buy and hold", ou seja, comprar e segurar.

Neste caso, o investidor pode vender sua ação em diferentes momentos no futuro, ou seja, depois de uma semana, um mês, anos ou até décadas. 

A outra maneira de operar é o Day Trade, em que uma ação é comprada e vendida no mesmo dia. Essa é uma operação mais arriscada, já que o mercado sofre diversas oscilações, tornando-se mais difícil identificar o melhor momento para comprar ou vender.

9. Comece com pouco

Caso você não entenda quase nada do assunto, é melhor começar com pouco. Quando você for adquirindo mais conhecimento, poderá se arriscar mais. Faça isso para começar a investir em ações também.

O ideal é diversificar a sua carteira de investimentos, não colocando todo o seu dinheiro em somente uma aplicação. Dessa forma, você garante que não perderá tudo de uma vez, caso ocorra algum problema.

Como investir com pouco dinheiro?

Infelizmente, não existe uma receita mágica para começar a investir com pouco dinheiro, no entanto, algumas táticas podem te auxiliar neste momento, como um bom planejamento financeiro e pessoal, metas definidas e estratégias.

Adicionalmente, é crucial conhecer o seu perfil de investidor e estudar os mais diversos ativos do mercado. Assim, você consegue escolher o que está mais de acordo com as suas condições e necessidades.

Faça um planejamento financeiro

Não tem como fugir: para começar a investir, é necessário ter um bom planejamento e uma boa organização, não somente em sua rotina financeira, mas em todo o seu contexto pessoal.

O planejamento financeiro é basicamente um registro da sua vida financeira e de como os seus objetivos podem ser alcançados a partir das informações anotadas.

Essa é uma ferramenta que permite você ter mais controle sobre o seu orçamento e, com ela, você consegue identificar quanto de dinheiro pode utilizar para investir.

Para começar o seu planejamento financeiro, você pode identificar quais são os seus gastos fixos e superficiais e anotá-los em uma planilha. Assim, torna-se possível visualizar quais despesas você pode cortar do seu orçamento. O dinheiro que sobrar pode ser utilizado para aplicar em um investimento.

Saiba seu perfil de investidor

Saber o seu perfil de investidor também é extremamente importante, afinal, isso ajuda você entender os riscos e quais os melhores investimentos para os seus objetivos financeiros.

1. Conservador

Esse é o perfil da pessoa que prioriza a segurança dos seus recursos e que não está muito disposta a assumir riscos. O conservador evita comprometer o seu patrimônio, mesmo que a rentabilidade seja baixa.

Essa classificação, na maioria das vezes, é direcionada para os investidores iniciantes e que possuem objetivos de curto a médio prazo. 

  • Tesouro Direto;
  • Certificados de Depósito Bancário (CDB);
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Fundos de Renda Fixa.

2. Moderado

O investidor moderado é aquele que não abre mão da segurança, mas possui maior tolerância a riscos. Portanto, dependendo da situação, escolhe investimentos mais arriscados. Esse tipo de investidor consegue aproveitar o melhor de cada aplicação, pois escolhe opções seguras e lucros acima da média. 

O cliente moderado possui mais conhecimento acerca dos investimentos, uma renda em crescimento e a segurança da Renda Fixa. Porém, não deixa de aplicar parte dos seus recursos em Renda Variável para garantir retornos mais altos. 

  • Investimentos conservadores;
  • Fundos multimercados;
  • Ações;
  • Debêntures;
  • Fundo de ações;
  • Aluguel de ações;
  • Fundos imobiliários;
  • Letras Financeiras.

3. Arrojado

Esse é o perfil do investidor que assume maiores riscos, em busca da maior rentabilidade. É o cliente que entende tudo sobre as oscilações dos mercados e que possui bom conhecimento acerca dos investimentos.

O cliente arrojado aplica o seu dinheiro em Renda Variável, pois prioriza a rentabilidade do seu investimento e possui o desejo de multiplicar o seu patrimônio no longo prazo. 

Os exemplos mais adequados que podem estar na carteira desse tipo de investidor são: investimentos conservadores e moderados, opções binárias, debêntures, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificado de Recebíveis Agrícolas (CRA) e criptomoedas.

Vantagens de investir em ações

Quem começa a investir em Renda Variável tende a aplicar, primeiramente, em ações. Essa modalidade não possui um retorno previsível, pois os preços dos investimentos e o retorno podem mudar em questão de segundos.

No entanto, apesar de oferecer mais riscos, a Renda Variável também concede maior chance de ganhos.

Outro fator de destaque para as ações está na possibilidade de variar a sua carteira, afinal, com elas você pode investir em diversos tipos de empresas e setores.

Sendo assim, saiba que as principais vantagens em ações se referem ao longo prazo. Mas lembre-se de que a rentabilidade passada não garante futuros. De toda maneira, tenha cautela e sempre estude o mercado para evitar prejuízos.

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Esperamos ter ajudado você com essas informações. Se você gostou do conteúdo, deixe a sua curtida e o seu comentário para nós e até a próxima!

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Camila Silveira

Redatora e Especialista em Produtos e Serviços Financeiros na Foregon, adora descomplicar os cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, seguros, contas digitais, entre outros. Boa parte do seu trabalho é acompanhar a movimentação dos bancos e instituições financeiras para trazer as principais notícias do mercado.

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