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Golpe do Pix: Conheça os Riscos e Saiba se Proteger

Escrito por 

Atualizado em 
Revisado por Guilherme Dorneles
Editado por Maristela Coimbra
Dados verificados

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Em novembro de 2020, o Brasil testemunhou o lançamento de uma das maiores revoluções no sistema financeiro: o Pix.

A promessa era, e ainda é, a realização de transações financeiras instantâneas, a qualquer hora e dia. Mas como em toda inovação, surgem também os desafios, principalmente relacionados ao golpe do Pix. 

Golpistas rapidamente encontraram formas de explorar essa nova ferramenta, visando o patrimônio dos usuários menos atentos.

Para você se precaver, detalhamos os golpes mais comuns, e oferecemos dicas de como se proteger, mantendo sua vida financeira segura.

O que você procura?

Como funciona o Pix?

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil que permite a transferência de valores entre contas bancárias de forma rápida e segura. 

Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados, e possibilita a realização de transações via diversos dispositivos, como smartphones, computadores e caixas eletrônicos. 

Para utilizar o Pix, é necessário cadastrar uma chave de identificação, que pode ser o CPF/CNPJ, e-mail, telefone celular ou chave aleatória, facilitando a identificação do destinatário. 

As transações são efetuadas em poucos segundos, tornando-se uma alternativa conveniente aos métodos tradicionais de pagamento, como TED e DOC.

Quais são os golpes mais comuns do pix?

No universo do Pix, a praticidade e rapidez nas transações financeiras são inegáveis, porém, com essas vantagens surgem também desafios de segurança.

Os golpes são uma realidade, tanto na internet quanto fora dela, e é essencial estar ciente dos principais para se proteger. Abaixo, listamos os golpes mais comuns que têm como alvo os usuários do Pix.

1. Golpe do robô do Pix

O golpe do robô do Pix promete vantagens inacreditáveis por meio de uma ferramenta automatizada que comentaria em sorteios na internet, aumentando as chances de ganhar prêmios. Mas, para ter acesso a essa suposta vantagem, é preciso desembolsar um valor entre R$ 47 e R$ 197, via Pix – daí o nome do golpe.

Em algumas versões do golpe, os criminosos também aceitam pagamento via boleto ou cartão de crédito, um risco ainda maior, pois além do dinheiro perdido, os dados pessoais da vítima podem cair nas mãos dos fraudadores

Eles criam uma sensação de urgência, alegando que a oferta do robô é limitada, pressionando o interessado a fazer o pagamento rapidamente, sem avaliar a situação com calma.

2. Golpe da "mão fantasma"

O Golpe da Mão Fantasma evoluiu recentemente para uma forma mais complexa e automatizada. No golpe original, os criminosos, com acesso remoto ao celular da vítima, faziam a troca do destinatário da transferência sem que o usuário percebesse. 

Agora, os golpistas conseguiram automatizar a troca das transferências, aumentando sua capacidade de ação. No esquema, os criminosos infectam os celulares das vítimas com um malware bancário, solicitando permissão de acessibilidade sob a pretensão de uma atualização. 

Com o uso da técnica Automated Transfer System (ATS), o golpe bloqueia a tela durante a transação Pix, modificando automaticamente o destinatário.

Com o novo método, o desvio é feito automatizadamente, sem que o golpista esteja necessariamente online na hora do roubo. 

3. Golpe do Pix reverso

No golpe do Pix reverso, criminosos criam um comprovante de Pix falso com a conta da vítima como destinatária e alegam que a transferência foi feita por engano. Então, entram em contato pedindo a devolução do dinheiro que, na verdade, nunca foi depositado. 

Golpistas podem abordar a vítima com uma captura de tela fake da transação por e-mail ou WhatsApp e pedir a devolução do valor. Para evitar a artimanha, basta abrir o aplicativo ou Internet Banking da instituição financeira e verificar o extrato. 

Caso o valor informado não conste nos recebimentos, certamente é uma tentativa de fraude. Caso já tenha caído no golpe, é possível tentar recuperar o dinheiro com a ajuda do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, ferramenta criada pelo Banco Central para auxiliar vítimas de fraudes. O usuário deve entrar em contato com o banco relatando o golpe. 

4. Pix para QR Code falso

No golpe do QR Code falso, os criminosos se aproveitam da confiança do usuário na praticidade das transações via QR Code para enganá-lo. 

Eles podem apresentar um QR Code falso sob diferentes pretextos, como solicitações de amigos, ofertas tentadoras de lojas ou serviços, ou até mesmo em faturas enviadas por e-mail.

Para evitar cair nesse golpe, é essencial que o usuário verifique cuidadosamente a origem do QR Code e a legitimidade da solicitação antes de efetuar qualquer pagamento. É recomendável confirmar os dados do destinatário, como nome da conta e CPF/CNPJ.

5. Golpe do Pix no Instagram

Muitas vezes, os criminosos criam perfis falsos que aparentam ser legítimos, oferecendo prêmios em dinheiro ou prometendo retornos financeiros expressivos. 

Ao induzir as vítimas a clicarem em links maliciosos, os golpistas conseguem roubar dados pessoais e bancários, algumas vezes até se passando por conhecidos, familiares ou novos amigos, colocando em risco a segurança financeira e a privacidade dos usuários. É essencial que os usuários estejam sempre alertas e evitem fornecer informações sensíveis ou clicar em links suspeitos.

Cai no golpe do Pix, e agora?

Cair em um golpe do Pix é um pesadelo financeiro, especialmente para quem vive com o orçamento apertado. Ninguém quer ver seu dinheiro suado evaporar em segundos. Aqui vai um guia prático sobre o que fazer se isso acontecer:

  • Fale com o seu banco: assim que perceber o golpe, corra para informar o seu banco. Use o App, o site, o telefone, o que for mais rápido. Quanto antes eles souberem, mais chances de ajudar de algum jeito;
  • Faça um boletim de ocorrência: isso oficializa o golpe e é um documento que o banco pedirá;
  • Tente falar com o banco do golpista: isso pode parecer estranho, mas notificar o banco que recebeu o dinheiro pode ajudar no processo de tentar reaver a grana;
  • Use os canais oficiais para reclamar: plataformas como o Consumidor.gov.br e o próprio Banco Central têm caminhos para reclamações. Isso aumenta a pressão para resolver seu caso;
  • Guarde tudo sobre o golpe: guarde capturas de tela, comprovantes, números de protocolo. Se falou com alguém do banco, anote o nome e a hora.

Seguir esses passos não garante que você terá o dinheiro de volta, mas aumenta suas chances e, definitivamente, faz você se sentir menos impotente diante da situação. Após passar por tudo isso, é hora de olhar para frente e pensar em como se proteger para não acontecer de novo.

Golpe 0800: Como Identificar uma Falsa Central de Atendimento?

Como se Proteger dos Golpes do Pix?

A prevenção contra golpes do Pix envolve uma série de medidas práticas e de conscientização:

  • Sempre verifique a identidade do destinatário antes de confirmar uma transação.
  • Desconfie de ofertas muito vantajosas ou de vendedores que pressionam por um pagamento imediato.
  • Nunca forneça seus dados pessoais ou bancários por telefone, mensagens de texto ou redes sociais.
  • Utilize apenas aplicativos bancários oficiais e mantenha-os sempre atualizados.
  • Ative notificações para todas as transações em sua conta bancária.

Perguntas frequentes

Como é esse golpe do Pix?

O golpe do Pix geralmente ocorre quando um fraudador engana a vítima para que ela faça uma transferência de dinheiro para uma conta controlada pelo golpista. Isso pode acontecer através de links falsos, e-mails ou mensagens de texto fraudulentas, ou até mesmo por meio de telefonemas fraudulentos.

Como recuperar o dinheiro de um Pix errado?

Recuperar o dinheiro de um Pix enviado pode ser um processo complicado. Em primeiro lugar, é importante entrar em contato imediatamente com o banco ou instituição financeira responsável pela transação e relatar o erro. O próximo passo é solicitar ao beneficiário que reembolse o valor transferido. Se isso não for possível, é importante registrar uma reclamação formal junto ao banco e, se necessário, buscar assistência legal para resolver a situação.

Qual a responsabilidade do banco em caso de estelionato Pix?

A responsabilidade do banco em caso de estelionato Pix pode variar conforme as circunstâncias específicas do caso. Em geral, os bancos são responsáveis por garantir a segurança das transações realizadas por seus clientes e devem adotar medidas adequadas para prevenir fraudes. No entanto, se ficar comprovado que o cliente agiu negligentemente ou compartilhou informações confidenciais com terceiros, a responsabilidade pelo prejuízo pode recair sobre o próprio cliente.

Como saber se o comprovante de Pix é verdadeiro?

Para verificar a autenticidade de um comprovante de Pix, é importante analisar cuidadosamente as informações contidas nele. Certifique-se de que os dados do remetente e do destinatário estejam corretos e correspondam aos dados da transação que você realizou. Além disso, verifique se o valor e a data da transação estão corretos. Se houver qualquer discrepância ou suspeita de fraude, entre em contato imediatamente com o banco ou instituição financeira responsável pela transação para obter assistência.

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Escrito por:

Nara Lima
UX Writer

Formada em Publicidade e Propaganda pela UniFAI, a Nara trabalha com redação profissional desde 2019. Além disso, já trabalhou com atendimento ao público e fez pesquisas para o governo pelo IBGE, aprendizados que leva hoje para sua escrita focada na experiência do usuário da Foregon.